O ministro da Justiça do "governo sombra" do Chega, Rui Gomes da Silva, defende a saída de Bruno Mascarenhas do cargo de vereador do Chega na Câmara Municipal de Lisboa.

Em entrevista ao programa Hora da Verdade, da Renascença e do jornal Público, o antigo ministro de Santana Lopes subscreve a posição defendida por Rita Matias, deputada e dirigente do Chega, que apontou a porta de saída a Bruno Mascarenhas.

"Já o disse que sim. Não o vou esconder nem vou alterar a minha posição. Eu pediria ou faria uma recomposição, acho que as pessoas não podem cometer erros", defende Rui Gomes da Silva.

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Nesta entrevista – em que o antigo dirigente do PSD afirma que Luís Montenegro será "o último primeiro-ministro do PSD" – Gomes da Silva lamenta que o Chega seja sujeito a um escrutínio maior dos jornalistas do que os restantes partidos no que toca ao poder autárquico.

"Há uma total irredutibilidade", critica o ministro-sombra do Chega.

Gomes da Silva aproveita ainda o caso das buscas na Câmara de Albufeira para expressar "profunda solidariedade" com Rui Cristina, autarca do Chega, por ter sido visado pela justiça neste caso.

O antigo ministro social-democrata lembra que foi uma vereadora do PSD que fez esta queixa, e avisa que por este caminho o partido caminha para o abismo.

"É o PSD que vê verdadeiramente a ser ameaçada a sua existência pelo Chega e está a vê-la bem", avisa Gomes da Silva.

Bruno Mascarenhas tem estado debaixo de fogo nas últimas semanas, depois de uma reportagem da RTP mostrar que Mafalda Livermore, sua namorada, que indicou para os serviços sociais da Câmara de Lisboa, aluga casas de forma clandestina a imigrantes.

Pode ler a entrevista completa aqui.