Caixa com lucro de 393 milhões no primeiro trimestre
22 mai, 2025 - 16:59 • Vasco Bertrand Franco
Presidente da comissão executiva da Caixa Geral Depósitos diz que a perspetiva é de crescimento, apesar da incerteza internacional. Paulo Macedo não fecha a porta a uma compra de parte do Novo Banco.
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) registou no primeiro trimestre de 2025 um resultado líquido de 393 milhões de euros, menos 2 milhões do que em igual período de 2024.
A margem financeira (a diferença entre os juros cobrados no crédito e juros pagos nos depósitos) desceu 11% para 636,2 milhões de euros, devido sobretudo à diminuição das taxas de juro.
Paulo Macedo, presidente da comissão executiva da Caixa Geral Depósitos, diz que a perspetiva é de crescimento e considera-se animado com os resultados.
O banqueiro assume que, mesmo com uma dinâmica internacional complicada, a CGD espera continuar a apresentar bons resultados ao longo do ano.
Caixa admite interesse no Novo Banco
Já sobre a compra parcial do Novo Banco, Paulo Macedo garante que a “divisão de parcelas do banco ia ser complexa”.
O presidente da CGD diz, no entanto, que “faz sentido a Caixa melhorar a sua cota de mercado na área de empresas onde o banco tem uma carteira inferior à do mercado”.
Paulo Macedo acrescenta que “não seria saudável para Portugal ter 50% da sua banca em mãos espanholas”.
O banqueiro não fecha, por isso, a porta a uma compra parcial do Novo Banco, uma vez que a compra total não seria possível devido às condições impostas pela Autoridade da Concorrência.
O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, disse na quarta-feira, em entrevista à RTP3, que é contra o "interesse do país" a compra do Novo Banco por um banco espanhol.
Sarmento comentava o interesse da CaixaBank na aquisição da instituição financeira detida em 75% pelo fundo Lone Star e em 25% pelo Fundo de Resolução.
Segundo o Jornal Económico, o banco espanhol já terá contratado a consultora Deloite para avaliar a compra do Novo Banco, que se situará entre os 5500 e os 7000 milhões de euros.
Para o ministro das Finanças, a concretização dessa operação aumentaria a "concentração e dependência no sector bancário".
[notícia atualizada às 18h54]
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