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Defesa

Italianos disponíveis para "investimentos significativos" no Alfeite

03 dez, 2025 - 23:05 • Lusa

Fincantieri está na corrida com os franceses da Naval Group. Em causa está o negócio de aquisição por parte do Estado português de três novas fragatas.

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Os italianos da empresa Fincantieri, que disputam com os franceses da Naval Group a venda de fragatas ao Estado português, estão disponíveis para "investimentos significativos" no Arsenal do Alfeite, envolvendo os estaleiros e empresas portuguesas na produção dos navios.

"A Fincantieri está empenhada em fazer investimentos significativos no estaleiro do Alfeite, reforçando o seu papel como um ativo estratégico dentro do programa. Em linha com o acordo assinado com a idD -- Portugal Defence, pretendemos envolver empresas portuguesas e o Alfeite na produção e manutenção das fragatas FREMM EVO, apoiadas pela transferência de tecnologia e formação", lê-se numa resposta da empresa italiana, enviada à agência Lusa.

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Em causa está o negócio de aquisição por parte do Estado português de três novas fragatas, que está a ser disputado entre os italianos e o grupo francês Naval Group, que na semana passada fez saber que quer investir no Arsenal do Alfeite através da criação de uma nova empresa.

Interrogada pela Lusa, a Fincantieri também manifestou essa disponibilidade, salientando que a sua proposta "inclui disposições claras" para os estaleiros, que há anos passam por dificuldades financeiras graves, que já afetaram o pagamento de salários e subsídios.

A Fincantieriadiantou que "nos últimos três meses" manteve um "diálogo estreito" com a direção-geral de Armamento do Ministério da Defesa "para identificar a solução que melhor satisfaz as necessidades operacionais da Marinha Portuguesa", a fragata italiana FREMM EVO.

De acordo com a empresa, o ramo militar solicitou a entrega de três fragatas "num curto espaço de tempo, incluindo formação, documentação técnica, peças sobressalentes e suporte completo ao longo do ciclo de vida".

Na semana passada, no Forte de São Julião da Barra, em Oeiras, tendo ao seu lado o homólogo italiano Guido Crosetto, Nuno Melo afirmou aos jornalistas que, "neste momento, não há nenhuma decisão" tomada sobre o negócio.

A Marinha detém atualmente cinco fragatas: Vasco da Gama, Álvares Cabral, Corte-Real, Bartolomeu Dias e D. Francisco de Almeida.

No passado dia 05 de novembro, durante uma audição na Assembleia da República, o ministro da Defesa, Nuno Melo, adiantou que a aquisição de fragatas era "cada vez mais uma fortíssima possibilidade necessária, tendo em conta aquilo que são os alvos capacitários da NATO".

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  • Vai depender
    04 dez, 2025 das contrapartidas 09:26
    AS fragatas italianas são mais ofensivas que as francesas, viradas mais para Defesa que ataque. Isso poderia ser bom, atendendo a que a Marinha está virada quase só para patrulha e fora os submarinos que são em numero insuficiente - teriam de ser 4, ou no mínimo 3, para manter capacidade submarina permanente - não há nada de ofensivo na Marinha. E como nem se fala em corvetas anti-submarino para proteção dos cabos submarinos, e embora digam que os patrulhas oceânicos têm capacidades anti submarinas, mas muitíssimo limitadas, unidades mais atacantes poderiam ser uma boa aquisição. Vai depender de contrapartidas e nesse ponto, os franceses parecem ir à frente.

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