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Economia

Contra país de "rame-rame", Montenegro quer salário mínimo nos 1.600 e médio nos 3.000 euros

06 dez, 2025 - 19:14 • Isabel Pacheco , com Lusa

"Nós não queremos crescer 2% ao ano. Queremos crescer 3%, 3,5%, 4%", afirmou o primeiro-ministro e líder do PSD, no Congresso Nacional dos Autarcas Social-Democratas.

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Luís Montenegro no Congresso dos Autarcas Social-Democratas
Reportagem de Isabel Pacheco

O primeiro-ministro e presidente do PSD não quer um país de "rame-rame". Luís Montenegro aumentou este sábado os objetivos salariais para o país, falando agora em 1.600 euros de salário mínimo e 3.000 euros de médio, um dia após mencionar valores inferiores.

"Nós não queremos crescer 2% ao ano. Queremos crescer 3%, 3,5%, 4%. Nós queremos que o salário mínimo não chegue aos 1.100 [euros]. Esse é o objetivo que temos para esta legislatura, mas nós queremos mais. Que chegue aos 1.500 ou aos 1.600", disse no encerramento do X Congresso Nacional dos Autarcas Social-Democratas (ASD), no Porto.

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O primeiro-ministro, que na sexta-feira tinha sugerido aproveitar a oportunidade da possível mudança das leis laborais para elevar o salário mínimo para os 1.500 euros e o médio para 2.000 ou 2.500, diz agora não querer "que o salário médio chegue aos 1.600 ou 1.700", mas sim que "chegue aos 2.500, 2.800 ou 3.000 euros".

"Nós queremos, efetivamente, criar a riqueza que possa combater a pobreza. Nós queremos um país que pense e execute um projeto de desenvolvimento que possa ser duradouro, que possa ser consistente, que possa ser suficientemente robusto para, cada vez mais, ser exemplar, como já é, hoje, à escala europeia", frisou no seu discurso, no Auditório Nobre do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP).

O líder do PSD atirou ainda aos que "duvidam" da ambição do Governo: "São os mesmos que duvidaram no ano passado que nós atingíamos as nossas metas orçamentais e económicas. Superámo-las. São os mesmos que este ano tornaram a duvidar e nós vamos tornar a superar", assegurou.

O primeiro-ministro antecipou também que "daqui a um ano" as suas palavras "vão fazer ainda mais sentido", tal como daqui a quatro anos, no final da legislatura e dos mandatos autárquicos, que terminam ambos em setembro de 2029.

"Temos a faca e o queijo na mão"

“Nós temos, desculpem-me a expressão, a faca e o queijo na mão. Está nas nossas mãos, não está nas mãos de mais ninguém”, avisou Luís Montenegro, durante o discurso de encerramento do Congresso Nacional de Autarcas Social-Democratas.

O líder do PSD e primeiro-ministro diz-se convencido que, com um Governo e a maioria das autarquias pintadas de laranja, estão reunidas as condições para transformar Portugal num país “mais eficiente” e, por isso, promete “menos burocracia” para o poder local, mas com um “reverso da medalha”.

“Temos mesmo de tirar a burocracia, de simplificar os procedimentos à luz da confiança”, defendeu Montenegro, alertando, no entanto, que “mais confiança” traz “um reverso da medalha” e explica: "É penalizarmos mais quem violar exatamente esse princípio de confiança”.

O compromisso foi a “palavra de esperança” que Luís Montenegro quis deixar aos autarcas social-democratas recém-eleitos, insistindo que não quer ver Portugal a crescer “poucochinho”.

“Este partido não quer que Portugal fique na mesma, não quer que Portugal fique naquilo que eu já designei no rame-rame de crescer poucochinho. Dar um sinalzinho, dar uma esperançazinha. Aguentar um bocadinho, não”, insistiu o líder do PSD.

Antes, Montenegro garantiu que não ia “perder mais tempo” a explicar à oposição que não compreendeu a estratégia de “baixar os impostos sobre o rendimento”. As mesmas, lembrou, que “estão um bocadinho mais preocupados porque dizem aí que afinal este governo quer mudar isto, quer mudar aquilo e quer, sim senhor”, vincou.

[notícia atualizada às 20h46]

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