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Greve geral

Patrões dispostos a negociar pacote laboral com CGTP e UGT

12 dez, 2025 - 02:05 • Redação

No dia da greve geral, Armindo Monteiro disse aos líderes da CGTP e UGT que, se houvesse uma proposta conjunta a apresentar ao Governo, teria outra força.

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Os patrões estão disponíveis para debater alterações às leis do trabalho diretamente com as centrais sindicais.

Num debate na CNN Portugal, na quinta-feira de greve geral, o presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) mostrou abertura para falar com CGTP e UGT.

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Armindo Monteiro disse aos líderes da CGTP e UGT, Tiago Oliveira e Mário Mourão, respetivamente, que, se houvesse uma proposta conjunta a apresentar ao Governo, teria outra força.

“Seria uma pena” se o Governo avançasse com o pacote laboral sem acordo na Concertação Social, por isso, patrões e sindicatos devem tentar um consenso, sublinha.

“Respeitando os papéis que nós temos, de representantes dos trabalhadores e das empresas, encontrássemos uma solução e essa solução propuséssemos em conjunto ao Governo”, sugere o líder da CIP.

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Armindo Monteiro está disponível para pedir a retirada do pacote laboral, “desde que a CGTP opte também por encontrar uma solução que não seja apenas ‘retire-se o pacote laboral e deixa-se ficar tudo como está’”.

“Se houver uma vontade de construção em conjunto, com CGTP e UGT, estamos disponíveis para construir um modelo, porque somos nós que precisamos de encontrar um modelo de relacionamento do trabalho.”

Na resposta, o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, admite que é preciso rever a lei laboral, mas “na perspetiva da melhoria das condições de trabalho dos trabalhadores e mesmo do desenvolvimento do próprio país”.

“Se for para isso, contem com a CGTP”, declarou Tiago Oliveira.

A greve geral desta quinta-feira, a primeira em 12 anos a juntar as duas centrais sindicais, ficou marcada por um forte desacordo sobre a verdadeira dimensão da adesão.

O Governo classificou a paralisação como “inexpressiva” e garantiu que a maioria do país esteve a trabalhar normalmente.

Por contraste, a CGTP apontou para uma “adesão massiva”, estimando que mais de 3 milhões de trabalhadores participaram na greve desta quinta-feira.

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