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Madeira recorre ao primeiro-ministro para evitar “ruturas de abastecimento” no final do ano

25 dez, 2025 - 15:00 • Sandra Afonso

Os constrangimentos no Porto de Leixões estão a impedir a chegada aos arquipélagos de bens essenciais e perecíveis, uma situação que se agrava com a aproximação da passagem de ano. O secretário regional da Economia diz que é necessário desbloquear a mercadoria até ao final da manhã de sexta-feira, para que chegue à Madeira e tempo do fim-de-ano.

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"Há famílias que não tiveram as suas prendas de Natal a tempo, há outros produtos necessários para o fim de ano, corre-se o risco de haver ruturas de abastecimento à Madeira e aos Açores", avisa o secretário regional da Economia da Madeira, José Manuel Rodrigues.

Esta quinta-feira, o presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, e o secretário regional da Economia pediram ao primeiro-ministro uma intervenção urgente, "no sentido de desbloquear a situação no porto de Leixões".

A instalação de um novo sistema aduaneiro está a provocar o caos no porto de Leixões, agravado pela acumulação de contentores. Estes constrangimentos já afetam também mercadoria no Porto de Lisboa, que aguarda para ser carregada para o Funchal e para o Caniçal. Há ainda contentores que estão a ser desviados de Leixões para Lisboa, mas ficam retidos no porto da capital, segundo o secretário regional da Economia.

José Manuel Rodrigues diz que está em causa "um volume de mercadorias muito significativo". O secretário regional da Economia lembra ainda, nestas declarações à Renascença, que "a região importa 95% do que consome e há um pico nesta altura de Natal".

O pedido de intervenção dirigido diretamente a Luís Montenegro já está a ter resultados. Segundo o secretário da Economia, "o senhor primeiro-ministro já falou com o ministro responsável pelos portos e o governo está a fazer tudo para desbloquear a situação".

Para não comprometer o final de ano na Madeira, um grande cartaz turístico da região que conta com lotação esgotada, "era necessário que esta questão ficasse debloqueada amanhã de manhã", ou seja, até ao final da manhã de dia 26. É o prazo indicado pelos operadores privados de transportes marítimos, segundo José Manuel Rodrigues, para abastecer os serviços e unidades hoteleiras.

O Governo Regional pede que seja dada “prioridade aos navios que atracam em Leixões e Lisboa” para que os contentores retidos cheguem rapidamente ao destino e não penalizem a economia, as empresas e as famílias nesta quadra festiva.

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