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Évora investe 1,2 milhões para requalificar termas romanas

10 jan, 2026 - 13:26 • Lusa

Empreitada vai ser financiada em 85% através do programa Alentejo 2030, no âmbito do Investimento Territorial Integrado (ITI) “Rede Cidades de Cultura”.

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A Câmara de Évora quer avançar este ano com obras de requalificação das termas romanas situadas no edifício dos Paços do Concelho, num investimento de 1,2 milhões de euros, revelou este sábado o presidente do município.

Em declarações à agência Lusa, o autarca de Évora, Carlos Zorrinho, indicou que a empreitada vai ser financiada em 85% através do programa Alentejo 2030, no âmbito do Investimento Territorial Integrado (ITI) “Rede Cidades de Cultura”.

“É mais um passo dado no trabalho que estamos a fazer para requalificar e dar mais qualidade ao património que temos na nossa cidade”, salientou.

As Termas Romanas de Évora situam-se na zona central dos Paços do Concelho, na Praça do Sertório, no centro histórico da cidade alentejana, e foram encontradas, no final de 1987, durante escavações arqueológicas na parte mais antiga do edifício.

Segundo o autarca, o financiamento da empreitada está aprovado e os serviços municipais estão, agora, a preparar o projeto de requalificação do espaço, que deverá ser apresentado durante o primeiro trimestre deste ano.

Escusando-se, para já, a apontar datas para o início e conclusão das obras, Carlos Zorrinho estabeleceu o objetivo de o sítio arqueológico estar requalificado no arranque da Capital Europeia da Cultura (CEC) Évora_27, em fevereiro do próximo ano.

“Atualmente, os visitantes entram, visitam e saem. Verifico que, na câmara, há muito fluxo de pessoas curiosas que vêm ver as termas romanas, mas precisam de ser recuperadas e de ser integradas”, argumentou.

Com este projeto, adiantou o presidente do município, “vai passar a haver um espaço integrado, um projeto museológico, com explicação, com um circuito e a possibilidade de observação a partir do primeiro andar”.

O projeto inclui “também toda a componente de informação e estratégias de comunicação e de integração das termas no património da cidade”, acrescentou.

De acordo com a câmara, as Termas Romanas de Évora, que terão sido construídas no século II ou III, têm uma área de cerca de 300 metros quadrados e são compostas por três áreas distintas: o ‘laconicum’ (zona de banhos de vapor), o ‘praefurnium’ (zona de fornalhas) e a ‘natatio’ (piscina ao ar livre).

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