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Banco Central

Centeno perdeu a corrida. Boris Vujcic é o novo vice-presidente do BCE

19 jan, 2026 - 17:44 • Ana Kotowicz , Sandra Afonso

Além de Centeno, estavam na corrida Mārtiņš Kazāks (Letónia), Madis Müller (Estónia), Olli Rehn (Finlândia), Rimantas Šadžius (Lituânia) e Boris Vujčić (Croácia).

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Mário Centeno está fora da corrida para o cargo de vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE). O espanhol Luís de Guindos, que cede o lugar em maio, será substituído por Boris Vujcic, atual governador do Banco da Croácia.

Ao fim de duas rondas de votação, na reunião do Eurogrupo desta segunda-feira, o português terá saído da corrida por falta de apoios suficientes entre os ministros das Finanças dos países do euro.

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Além de Centeno, estavam na corrida Mārtiņš Kazāks (Letónia), Madis Müller (Estónia), Olli Rehn (Finlândia), Rimantas Šadžius (Lituânia) e Boris Vujčić (Croácia).

O croata foi escolhido já na terceira ronda de votações, que exigiam uma maioria qualificada: 72% dos Estados-membros ou 16 dos 21 países do euro. Nessa votação final, o grupo teve de escolher entre o representante da Croácia e o da Finlândia.

Uma decisão que demonstra a maturidade institucional dos Estados-membros, sublinha o novo presidente do Eurogrupo, Kyriakos Pierrakakis, após a primeira reunião que liderou e que votou por maioria qualificada o próximo vice-presidente do BCE.

“O Eurogrupo concordou hoje em apoiar Boris Vujicic, governador do Banco Nacional da Croácia, para a futura vaga de vice-presidente do BCE. Chegamos a um acordo, tanto sobre o processo como sobre a pessoa, e diria que este é um sucesso muito importante, um sinal de maturidade institucional, tendo em conta o número excepcional de candidatos e experiências passadas. Em 2012 foram necessários seis meses para se chegar a um consenso.”

Antes do encontro, o ministro das Finanças português já tinha assumido que seria “muito difícil” eleger Mário Centeno para a vice-presidência do BCE, uma vez que outros nomes do sul da Europa já tinham ocupado o cargo.

Um desses casos, foi o português Vítor Constâncio, recordou Miranda Sarmento.

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