Ouvir
  • Noticiário das 9h
  • 22 jul, 2026
A+ / A-

União Europeia

Agricultores protestam em Estrasburgo contra reforma "inaceitável" da PAC

20 jan, 2026 - 06:00 • Sandra Afonso

Depois de Bruxelas, os agricultores marcham agora pelas ruas de Estrasburgo, até ao Parlamento Europeu, para exigir a alteração da reforma da Política Agrícola Comum.

A+ / A-

Mais de um mês depois de terem juntado cerca de 10 mil agricultores em Bruxelas, o setor está de novo na rua, contra as novas regras propostas para a Polícia Agrícola Comum (PAC). Desta vez o protesto está convocado para a cidade francesa de Estrasburgo.

A marcha terá início às 9h30 (hora de Portugal continental), na Praça de Bordéus, e termina em frente ao Parlamento Europeu.

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui

Mais uma vez são esperados manifestantes dos vários Estados-membros da União Europeia, incluindo portugueses. A CAP - Confederação dos Agricultores de Portugal já fez saber que estará presente.

O presidente da confederação, Álvaro Mendonça e Moura, diz à Renascença que o impasse mantém-se e as promessas continuam por concretizar.

"Estamos num impasse porque, até agora, não houve nenhuma evolução concreta, houve promessas, mas o que está ainda em cima da mesa é uma proposta que é muito negativa para o conjunto da agricultura europeia e é especialmente negativa para países como Portugal, com menores disponibilidades orçamentais", explica.

Em causa está a redução do orçamento para a agricultura dos países mais pequenos, como Portugal. "Isto para nós é inaceitável", sublinha.

As propostas da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, inserem-se no quadro financeiro plurianual e na reforma da PAC, entre 2028 e 2034. Segundo os agricultores, Portugal fica a receber menos dinheiro e fica com um corte superior à média europeia.

O setor reclama ainda a prometida simplificação das regras burocráticas da PAC. "A comissão fala muito em simplificação, mas até agora ainda não vimos nada e os agricultores passam mais tempo a preencher papéis do que a tratar da agricultura", diz Álvaro Mendonça e Moura.

O presidente da CAP reafirma que o acordo UE/Mercosul é positivo, nomeadamente para os agricultores portugueses, mas exige que as salvaguardas que estão incluídas sejam respeitadas. "As cláusulas de salvaguarda são indispensáveis para o equilíbrio do acordo", defende.

Do vinho ao azeite, passando pelo queijo ou as frutas, muitos setores saem beneficiados por este acordo. "Passa a ser automaticamente proibido usar denominações como vinho do porto ou azeite do Alentejo nos países do Mercosul, isso é muito importante para evitar falsificações e cópias", explica Álvaro Mendonça e Moura.

Ouvir
  • Noticiário das 9h
  • 22 jul, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque