Energia
Governo admite intervir no preço do gás em caso de subida de 70%
10 mar, 2026 - 19:18 • Sandra Afonso , com redação
Ministra do Ambiente e da Energia está preocupada, sobretudo, com o custo do gás para a indústria.
A ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, admite que o Governo pode intervir no preço do gás se ocorrer um aumento de 70%.
Em declarações aos jornalistas em Guimarães, Maria da Graça Carvalho explicou os planos do executivo, numa altura em que a instabilidade no Médio Oriente já está a afetar também o preço do gás.
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“Como já foi o caso em crises anteriores, no regulamento do gás, quando há um aumento de cerca de 70% é considerado uma urgência energética e a União Europeia dá aos Estados-membros a possibilidade de proteger as empresas e os consumidores, só informando a UE. Não precisa de legislação adicional”, disse a ministra do Ambiente.
Desde o ataque ao Irão, o preço do gás já subiu quase 70%, mas esta terça-feira está a cair quase 3%.
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A ministra do Ambiente e da Energia admite estar preocupada, sobretudo com o custo do gás para a indústria.
A governante dá o exemplo de setores vitais, como o vidro e a cerâmica, “que precisam de gás para a sua produção e são setores que sofreram há pouco tempo o efeito das tempestades”.
Ainda assim, Maria da Graça Carvalho diz que é cedo para falar em apoios, é preciso esperar pelo final da semana.
“Há vários cenários em aberto e ainda não é altura. Vamos esperar pela evolução desta semana”, sublinhou.
A vice-presidente da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC), Mafalda Trigo, confirmou esta terça-feira, à Renascença, que a subida generalizada dos combustíveis líquidos acabará por atingir o preço do gás de botija.
"O aumento dos combustíveis, de uma forma generalizada, acaba por afetar o preço do gás de botija", explica Mafalda Trigo, acrescentando que, “embora ainda não exista uma data exata, a subida não deverá demorar muito tempo".
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