Energia
Portugal liberta 2 milhões de barris das suas reservas de petróleo
11 mar, 2026 - 15:07 • Daniela Espírito Santo
Valor representa 10 por cento das reservas estratégicas do país. País pertence à Agência Internacional de Energia, que anunciou a libertação do maior stock de reservas de petróleo de sempre.
Portugal vai mexer nas suas reservas estratégicas de petróleo nas próximas semanas. A decisão foi revelada pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, e citada pelo Jornal de Negócios, esta quarta-feira.
De acordo com o jornal, o país vai libertar dois milhões de barris de petróleo das suas reservas, o que equivale a dez por cento do armazenado e representa cerca de 275 mil toneladas de produtos petrolíferos e derivados.
A medida está enquadrada na decisão anunciada também esta quarta-feira pela Agência Internacional da Energia (de que Portugal faz parte), cujos estados-membros vão libertar 400 milhões de barris das suas reservas energéticas para fazer frente à subida de preços dos combustíveis resultante do agravamento do conflito no Médio Oriente.
Agência Internacional de Energia liberta maior stock de reservas de petróleo de sempre
Ao todo, serão disponibilizados 400 milhões de bar(...)
É, de resto, a maior libertação de reservas de emergência de barris de petróleo de sempre naquele organismo, criado em 1974. A última vez que uma medida similar tinha sido tomada data de 2022, altura em que a AIE teve de o fazer duas vezes para enfrentar o início da guerra na Ucrânia.
Portugal pertence ao organismo internacional, que tem um mecanismo solidário de cooperação entre países para fazer face a problemas de abastecimento que implica que seja alocada parte das reservas nacionais de cada um para ajudar os membros de acordo com as necessidades mais prementes. ´
Neste caso, um dos primeiros países a necessitar de ajuda será, ao que tudo indica, o Japão, um dos maiores afetados pelos constrangimentos no Estreito de Ormuz, praticamente fechado à circulação de navios petroleiros desde os primeiros ataques dos EUA e Israel ao Irão, iniciados a 28 de fevereiro.
A decisão foi tomada pela Agência Internacional de Energia numa reunião extraordinária, em Paris, no seguimento de um pedido feito pelo G7.
- Noticiário das 14h
- 15 mai, 2026









