Concertação social
"É uma vergonha." CGTP recebida pelo chefe de gabinete da ministra do Trabalho
16 mar, 2026 - 15:30 • Ana Kotowicz com Sandra Afonso
CGTP não foi, de novo, convidada pelo ministério para a reunião do Governo com confederações patronais e UGT.
"É uma vergonha." Foi com estas palavras que Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, resumiu aos jornalistas o facto de a central sindical não ter sido, de novo, chamada para a reunião sobre as mudanças ao pacote laboral.
Uma delegação da CGTP, onde Tiago Oliveira se incluía, foi recebida, esta segunda-feira, pelo chefe de gabinete da ministra do Trabalho, mas, apesar disso, não fez parte da reunião que Maria do Rosário Palma Ramalho marcou com as confederações patronais e com a UGT.
Apesar de não ter sido convocada para o encontro, a CGTP dirigiu-se à mesma para a Praça de Londres, em Lisboa, onde uma delegação da Intersindical se concentrou, em protesto contra o pacote laboral que o Governo quer aprovar.
Os sindicalistas pretendiam também ser recebidos pela ministra do Trabalho. Não aconteceu. A delegação ainda subiu aos pisos superiores, mas apenas foi recebida pelo chefe de gabinete de Palma Ramalho.
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"A CGTP está a ser afastada pelo Governo", disse Tiago Oliveira, à saída do ministério, aos jornalistas. "Desde o início que a CGTP quer estar presente" nas negociações sobre o novo pacote laboral, argumentou o secretário-geral da Intersindical que tem apelado à retirada, na íntegra, das propostas que o Executivo levou para a mesa de negociações.
Com o sucedido nesta segunda-feira, Tiago Oliveira acredita que "fica demonstrado quem tem afastado a CGTP" das negociações e que não é a central sindical "que se está a pôr à margem".
O líder da central terminou concluindo que a CGTP "está a ser afastada com um objetivo muito concreto", mas não concretizou qual.
- Noticiário das 7h
- 15 abr, 2026








