Trabalho
Foram dados "passos importantes" nas negociações sobre o pacote laboral
16 mar, 2026 - 19:03 • Ricardo Vieira
No final da reunião desta segunda-feira, UGT, patrões e Governo mostraram alguma esperança num entendimento. "Hoje já se andou bastante", "houve avanços" e "há mais matéria que nos aproxima" foram alguns dos soundbites no final do encontro.
Foram dados "passos importantes" e "houve avanços" na reunião desta segunda-feira entre Governo, UGT e confederações patronais sobre o pacote laboral, disseram a ministra do Trabalho, os patrões e o representante da central sindical. A CGTP não foi convidada, mas acabou por ser recebida pela chefe de gabinete da ministra do Trabalho.
No final da reunião, o secretário-geral da UGT, Mário Mourão, disse que "houve avanços que nos permitem dizer que estamos num patamar diferente daquele que foi a última reunião”.
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A UGT vai agora analisar as propostas "colocadas em cima da mesa, que já são diferentes daquelas que estavam".
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Mário Mourão admite que, após o apelo do Presidente da República, António José Seguro, "houve nesta reunião uma atitude diferente".
O líder sindical garante que a UGT "continuará a fazer um esforço de consenso desde que haja vontade de todas as partes", mas ainda não pode dizer "se estamos mais perto de um acordo ou não". "Estamos a trabalhar para ver se é possível esse acordo, até para responder ao apelo do Presidente da República", sublinhou.
"Há mais matéria que nos aproxima", diz ministra
Em declarações aos jornalistas no final desta ronda de negociações, a ministra do Trabalho afirmou que "após o ponto de ruptura", foi possível continuar as negociações graças ao apelo de Seguro e as partes estão mais próximas.
“Nesta fase do processo há 80 artigos consolidados e há mais matéria que nos aproxima do que matéria que nos separa”, afirmou Maria do Rosário Palma Ramalho.
“Estamos basicamente em torno de entre 10 e 15 normas que são obviamente muito importantes. A proposta que nós temos em cima da mesa é bastante diferente da proposta inicial. Pode-se dizer que é uma nova proposta. Se houver acordo, será essa proposta que o Governo levará à Assembleia da República”, salientou a ministra.
Questionada pelos jornalistas, Maria do Rosário Palma Ramalho disse que a CGTP, que não foi convidada para a reunião de hoje, porque rejeitou negociar este dossier e "não é um parceiro do Governo". Para a ministra, foi a CGTP que se colocou à margem do diálogo sobre o pacote laboral.
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De acordo com Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo, foram analisadas sete das "16 ou 17 medidas em aberto" e será marcado um novo encontro.
"Das tais 16 ou 17 medidas estivemos a tentar chegar um bocadinho mais à frente, acho que demos passos importantes. Acho que todos, entidades patronais, UGT e Governo, querem assinar este acordo. Sempre o quiseram", declarou o presidente da Confederação do Turismo.
Francisco Calheiros admite que, "às vezes, há dificuldades que não se conseguem ultrapassar" e este é um "último esforço", após o apelo do Presidente da República para que as negociações serem retomadas.
"Hoje já se andou bastante, esperemos que na próxima reunião se consiga chegar ao final dos vários artigos que ainda não estão consensualizados", declarou o presidente da Confederação do Turismo.
- Noticiário das 11h
- 16 mai, 2026








