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Banco Central

BCE mantém taxas de juro e revê inflação em alta e crescimento em baixa

19 mar, 2026 - 13:16 • Ana Kotowicz , Sandra Afonso

Sem surpresas, o Banco Central Europeu decidiu manter inalterada nos 2% a taxa de depósito, pela sexta vez consecutiva.

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Era o cenário mais esperado, apesar dos conflitos no Médio Oriente. O Conselho do Banco Central Europeu (BCE) decidiu esta quinta-feira manter inalteradas as três taxas de juro diretoras. A instituição liderada por Christine Lagarde diz estar determinada "a assegurar que a inflação estabiliza no seu objetivo de 2% a médio prazo".

As taxas de juro aplicáveis à facilidade permanente de depósito, às operações principais de refinanciamento e à facilidade permanente de cedência de liquidez ficam inalteradas em, respetivamente, 2,00%, 2,15% e 2,40%.

"A guerra no Médio Oriente tornou as perspetivas consideravelmente mais incertas, criando riscos em alta para a inflação e riscos em baixa para o crescimento económico", lê-se no comunicado do BCE.

"Terá um impacto significativo na inflação a curto prazo através de preços mais elevados dos produtos energéticos. As suas implicações a médio prazo dependerão quer da intensidade quer da duração do conflito e da forma como os preços dos produtos energéticos afetarão os preços no consumidor e a economia."

BCE revê inflação em alta e crescimento em baixa

O Banco Central Europeu está mais pessimista. O ataque ao Irão tem impacto na Zona Euro, desde logo através da subida generalizada dos preços e, como consequência, poderá abrandar o crescimento das economias.

Esta quinta-feira, o BCE cortou as perspetivas de crescimento económico para este ano e o próximo e reviu em alta as projeções para a inflação, sobretudo para 2026.

Aponta agora para um crescimento, em média, de 0,9% em 2026, 1,3% em 2027 e 1,4% em 2028, e uma taxa de inflação de 2,6% em 2026, 2% em 2027 e 2,1% em 2028.

Para a inflação, o BCE antecipa uma taxa de 2,1% em 2025, 1,9% em 2026, 1,8% em 2027 e 2,0% em 2028.

Sem os preços dos produtos energéticos e dos produtos alimentares, os especialistas do BCE projetam uma inflação de 2,3% em 2026, 2,2% em 2027 e 2,1% em 2028.

As novas projeções incluem informação até 11 de março, ou seja, já abrangem o início do conflito no Irão e respetivo impacto.

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