Habitação
Deco Proteste alerta para impacto da subida das taxas Euribor já no próximo mês
19 mar, 2026 - 19:44 • Lusa
Subida das taxas Euribor provocada pelo início dos conflitos no Médio Oriente vai ter efeitos "já no próximo mês". As médias da Euribor em março deverão aumentar em 5,6% e 13,7%.
A Deco Proteste alertou esta quinta-feira para o impacto da subida das Euribor na prestação da casa, assinalando que vai ter efeitos "já no próximo mês", apesar da manutenção das taxas diretoras pelo Banco Central Europeu (BCE).
"Apesar de o Banco Central Europeu (BCE) ter optado por manter as taxas diretoras, adotando uma postura cautelosa face à incerteza económica decorrente da guerra no Médio Oriente, os mercados já estão a reagir ao aumento da inflação", apontou a Deco Proteste em comunicado.
A Deco Proteste regista que as taxas Euribor utilizadas como indexante na maioria dos contratos de crédito à habitação com taxa variável em Portugal "já inverteram a tendência de descida das últimas semanas e iniciaram a subida que se tem intensificado nos últimos dias".
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A associação aponta que a Euribor a seis meses, a indexante mais utilizada no crédito à habitação, já subiu quase 8,5% desde o início da guerra no Médio Oriente, enquanto na Euribor a 12 meses a subida foi de 14%.
Habitação
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"Se esta tendência se mantiver até ao final do mês, as médias da Euribor em março deverão aumentar em 5,6% e 13,7%, respetivamente, podendo esta última superar os 2,5%", alerta.
Até esta quinta-feira e desde o início do mês, o valor médio da Euribor a 12 meses é de 2,415%, contra o valor médio de 2,221% ao longo de fevereiro.
A Deco Proteste alerta que uma família com um crédito à habitação de 150 mil euros a 30 anos, com um "spread" de 1% e indexado à Euribor a seis meses, "poderá vir a pagar mais 13 euros por mês, pelo menos".
A associação estima ainda que os consumidores possam ter de pagar mais 24 milhões de euros nos próximos seis meses devido à subida de taxas de juro.
Nesse sentido, a Deco Proteste recomenda aos consumidores que "antecipem possíveis aumentos e atuem já".
"Este é o momento certo para rever as condições do contrato de crédito à habitação, comparar com as propostas atualmente disponíveis no mercado e avaliar alternativas que possam reduzir o impacto da subida das taxas de juro", sugere a associação.
Em concreto, a associação destaca a possibilidade de uma taxa mista de curto prazo, até dois anos, que "pode ser uma solução para quem pretende proteger-se de oscilações mais acentuadas da Euribor no curto prazo".
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