Energia: Micro, Pequenas e Médias Empresas pedem “controlo e fixação de preços"
19 mar, 2026 - 23:59 • Alexandre Abrantes Neves , com redação
Jorge Pisco, presidente da CPPME, acusa o Governo de apoios insuficientes, numa altura em que a guerra no Médio Oriente está a fazer subir o preço das matérias-primas.
A Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME) pede a fixação de preços e apoios à tesouraria para fazer face à subida dos custos de produção.
Jorge Pisco, presidente da CPPME, acusa o Governo de apoios insuficientes, numa altura em que a guerra no Médio Oriente está a fazer subir o preço das matérias-primas.
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Em declarações à Renascença, enumera algumas das medidas pedidas, a começar pelo “controlo e fixação dos preços nos combustíveis, gás e eletricidade, e nos produtos do cabaz alimentar”.
Em segundo lugar, a CPPME defende “a mitigação das subidas das taxas de juro” e, também, “a proteção imediata das tesourarias das pequenas e médias empresas, que são 99% da economia nacional, com apoio à sua liquidez”.
O cenário de subida dos preços é especialmente preocupante, numa altura em que muitas empresas ainda esperam pelos apoios na sequência das tempestades.
“Foi uma avaliação muito negativa e é necessário que o Governo, rapidamente, altere esta sua posição. Não basta anunciar medidas. Quase dois meses depois da calamidade, o Governo anuncia apoios, com milhões e mais milhões, são linhas de crédito que não servem os interesses das pequenas e médias empresas, que estão depauperadas e não têm condições”, critica Jorge Pisco.
O presidente da CPPME denuncia ainda dificuldades no acesso a créditos bancários para fazer face às dificuldades.
“A banca está a exigir – pasme-se – o apuramento dos resultados de 2025 e com as contas fechadas. E estamos hoje a 19 de março. Como é possível uma empresa ter as contas fechadas de 2025”, lamenta Jorge Pisco.
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- 16 mai, 2026








