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Lagarde: "Estamos bem equipados para lidar com o grande choque que se desenvolve"

19 mar, 2026 - 16:08 • Sandra Afonso

O Banco Central Europeu manteve esta quinta-feira os juros inalterados nos 2% e alertou para o aumento da incerteza devido ao ataque ao Irão. No entanto, a presidente do BCE assegura que a instituição está pronta para agir.

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Na primeira decisão após o ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, oBanco Central Europeu anunciou a manutenção das taxas de juro diretoras. Pela sexta vez consecutiva, a taxa de referência permanece nos 2%.

No entanto, da encontro desta quinta-feira saem vários avisos à economia. Desde logo, que esta guerra aumentou "consideravelmente" a incerteza.

O Conselho de Governadores chamou mesmo especialistas em conflitos armados, para ajudar a lidar com o impacto desta guerra. Christine Lagarde admite que tiveram "profundas discussões sobre a situação atual", mas o conselho está "calmo, determinado e focado como um laser".

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A decisão de manter as taxas de juro inalteradas foi unânime, apesar de ter sido revista em alta a inflação e em baixa o crescimento para a zona euro.

Lagarde não antecipa futuras decisões, mas mostra confiança. "Acredito que estamos bem posicionados e bem equipados para lidar com o grande choque que se está a desenvolver, e continuaremos a fazê-lo", assegura a presidente do BCE.

O mercado espera uma subida dos juros, mas quando e em quanto é ainda uma incerteza. "Provavelmente, já me ouviram dizer, repetidamente: será decidido reunião a reunião, com base nos dados, sem ritmo predefinido", explica Christine Lagarde.

Esta metodologia do BCE está a revelar-se "extremamente útil", segundo Lagarde. "Antecipámos que iriamos enfrentar uma sucessão de choques, possivelmente em sequência fechada, e é isso que está a acontecer", acrescenta.

Para já o BCE estima que a inflação suba até 2,6% este ano, devendo regressar aos 2% em 2027. As economias do euro deverão crescer abaixo das estimativas iniciais, para este ano a nova projeção é de 0,9%.

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