"Banco de Portugal poupa 2,2 milhões" com reforma de Centeno
20 mar, 2026 - 17:21 • Ricardo Vieira
Governador garante que não foi gasto "um cêntimo dos contribuintes" no acordo com Mário Centeno. Álvaro Santos Pereira quer acabar com a figura de consultor no Banco de Portugal.
O Banco de Portugal poupa 2,2 milhões ao Banco de Portugal com a reforma antecipada do consultor Mário Centeno e não foi gasto "um cêntimo dos contribuintes", esclareceu esta sexta-feira o governador Álvaro Santos Pereira.
Com este acordo com Mário Centeno, de 59 anos, “estamos a falar em poupanças que chegam a cerca de 2,2 milhões de euros se ele ficasse, como tinha direito, até aos 70 anos”, afirmou o governador, em declarações aos jornalistas, no Porto.
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Sem revelar quanto é a reforma e os pormenores do acordo com Mário Centeno, o governador diz que, "certamente, se a Assembleia da República entender, serão facultados os dados que sejam pedidos". Apenas refere que foi por "acordo mútuo".
O que Santos Pereira explica é que o entendimento com Centeno – antigo ministro das Finanças e governador do Banco de Portugal – não custa nada aos contribuintes portugueses, porque é realizado no âmbito do fundo de pensões da instituição.
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“Este fundo de pensões é inteiramente capitalizado, não há um cêntimo dos contribuintes que é pago em qualquer tipo de acordo que é feito, com Mário Centeno ou com outro trabalhador do Banco de Portugal que tenha entrado antes de 2009”, sublinha.
Para o governador, “o que estamos a fazer aqui é serviço público, gestão prudente dos recursos do banco”.
Depois de Mário Centeno, o governador adianta que o Banco de Portugal quer, agora, "chegar a um acordo com todos os consultores e também criar condições para que esta figura, no futuro, não exista” na instituição.
Santos Pereira faz as contas e refere que, com o fim dos consultores da administração, será possível poupar dois milhões de euros por ano.
"Ao terminarmos, como tencionamos, o mais brevemente possível com a figura dos consultores da administração, são 1,8 milhões de euros, mais 225 mil euros que se gastam num edifício que nós temos arrendado. Estamos a falar em dois milhões de euros que podemos poupar."
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