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“Há 150 mil famílias sem conseguir pagar casa”. Crise da habitação agrava-se e leva milhares à rua

21 mar, 2026 - 09:03 • Teresa Almeida

Este sábado, o protesto volta às ruas, naquela que será a quinta manifestação em três anos dedicada à habitação. Em Lisboa, a concentração está marcada para as 15h00 no Marquês de Pombal.

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A subida da Euribor e os baixos salários estão a empurrar cada vez mais portugueses para fora do mercado da habitação. O movimento Porta a Porta convoca nova manifestação nacional e exige medidas imediatas como o congelamento das prestações e o controlo das rendas. Mais de 150 mil famílias em Portugal não conseguem suportar os custos da habitação e o número pode continuar a aumentar.

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O problema, defendem, não é a falta de casas: é a falta de capacidade financeira das famílias. “Com os salários que se praticam hoje, muitas pessoas simplesmente não conseguem pagar uma casa ao fim do mês”, afirmou André Escoval, em declarações à Renascença.

A situação pode agravar-se já nas próximas semanas. A subida recente da Euribor, impulsionada pelo contexto internacional, deverá refletir-se nas prestações do crédito à habitação. Segundo o Porta a Porta, citando números da DECO, uma família com um crédito de 150 mil euros poderá pagar mais 13 euros por mês já no próximo período.

Perante este cenário, o movimento exige o congelamento das prestações ao valor de fevereiro de 2026, argumentando que as famílias não devem suportar o impacto de crises externas. “Não temos que pagar guerras que não são nossas”, defende André Escoval, lembrando que muitos agregados ainda não recuperaram dos aumentos registados nos últimos anos.

Outra proposta central passa pela imposição de limites aos preços das rendas. Para o movimento, a regulação do mercado de arrendamento é uma medida urgente e eficaz, capaz de alinhar os valores praticados com os salários médios em Portugal, e sem custos diretos para o Estado.

Este sábado, o protesto volta às ruas, naquela que será a quinta manifestação em três anos dedicada à habitação. Em Lisboa, a concentração está marcada para as 15h00 no Marquês de Pombal, com o movimento a antecipar uma forte adesão.

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