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ANAREC pede medidas urgentes para baixar combustíveis

24 mar, 2026 - 19:17 • Anabela Góis

Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis fala num aumento brutal que está a prejudicar consumidores, empresas e o próprio Estado. "São cerca de 50 cêntimos no gasóleo, desde fevereiro, o que é incomportável para grande parte das empresas”.

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A Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC) pede ao Governo medidas urgentes, e com efeito imediato, para baixar os preços da gasolina e do gasóleo.

Em declarações à Renascença, a vice-presidente da ANAREC, Mafalda Trigo, fala num aumento brutal que está a prejudicar consumidores, empresas e o próprio Estado.

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Entre as medidas propostas pela ANAREC está a descida do IVA, “à semelhança do que fizeram vários países da União Europeia, incluindo Espanha, onde os preços são 30 a 40 cêntimos mais baixos, por litro do que em Portugal”, diz Mafalda Trigo.

Esta diferença tem levado os consumidores particulares a procurarem, cada vez mais, abastecer em Espanha, o que está a ameaçar os postos de combustíveis junto à fronteira com o país vizinho.

Mas este não é o único problema. Segundo Mafalda Trigo, os transportes pesados também reduziram, de forma drástica, os consumos em Portugal o que prejudica os revendedores e o próprio Estado.

É que “mesmo com o desconto de 10 cêntimos no gasóleo profissional anunciado pelo Governo, o diferencial é muito grande. Os pesados que fazem serviço internacional estão a abastecer apenas o necessário para chegar à fronteira e, depois, o grosso do consumo é feito já noutro país”.

Esta situação, explica, “não só leva à perda de receitas por parte dos vendedores dos postos de abastecimento, mas também a uma perda de receitas muito importante pela parte do Governo”.

A vice-presidente da ANAREC avisa que, se nada for feito, muitas empresas vão deixar de ter capacidade para suportar os custos com os combustíveis.

Diz que “qualquer negócio que necessite do combustível, e que são praticamente todos, vai ficar em dificuldades porque tem de respeitar os contratos assinados e manter os preços, apesar deste aumento brutal. São cerca de 50 cêntimos no gasóleo, desde fevereiro, o que é incomportável para grande parte das empresas”.

Mafalda Trigo adianta que a ANAREC está a preparar um documento com várias propostas para reduzir os preços dos combustíveis. que vai apresentar ao Governo.

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