Guerra no Médio Oriente
Ministro da Economia promete rever apoios aos combustíveis
24 mar, 2026 - 23:07 • Alexandre Abrantes Neves , com redação
“Quem precisa de combustíveis nas bombas está numa vida muito complicada", afirma Castro Almeida.
Se o conflito no Irão não for resolvido em breve, o ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, promete rever os apoios para combater a subida dos preços dos combustíveis.
A garantia foi deixada esta terça-feira num evento do Banco Português de Fomento.
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Manuel Castro Almeida não especifica, no entanto, quanto tempo é que o Governo pondera esperar até aumentar as ajudas.
“Quem precisa de combustíveis nas bombas está numa vida muito complicada. Esperemos que este período não se torne numa dificuldade estrutural da nossa economia. Porque, se persistirem, o Governo terá de ir ajustando as suas medidas e as suas políticas ao resultado concreto, o Governo tem de proteger a economia e as pessoas.”
Noutro plano, o ministro da Economia falou também sobre os apoios na sequência das tempestades do início do ano.
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Castro Almeida adiantou que os pedidos nas linhas de crédito para empresas já totalizam cerca de 1.350 milhões de euros.
Quanto aos atrasos identificados por empresários no pagamento de outros apoios, o ministro diz que o Estado tem de dar o exemplo e ser mais célere.
“A Administração Pública tem que respeitar as regras que ela própria impõe. E se é tão exigente com os particulares, com os beneficiários da ação pública, ela própria tem que respeitar os prazos que se impõe, porque a economia precisa de previsibilidade, estabilidade, regras e confiança. E essa confiança tem de vir, desde logo, da Administração.”
Depois da polémica no Parlamento, Castro Almeida voltou a afirmar que os rendimentos das famílias subiram em força desde a entrada da AD no Governo. Mas desta vez o ministro da Economia não falou em salários reais e admitiu que os portugueses não sentem grande diferença no bolso.
“Eu sei que as pessoas não têm noção disso, porque atualmente o cabaz de compras está muito elevado e estamos num momento em que há perspetivas de crescimento da inflação por causa do aumento do custo do petróleo. Mas estes são dados do INE, que não enganam: 13,7% de crescimento real dos salários em valor líquido, do salário médio. É um número excelente. Em 2024 tivemos o maior crescimento médio dos salários de toda a OCDE”, elogiou o ministro da Economia.
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