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Ministro das Finanças antecipa "boa surpresa" no excedente de 2025

24 mar, 2026 - 22:37 • Alexandre Abrantes Neves , com redação

Já quanto ao saldo orçamental para este ano, Miranda Sarmento não toca na palavra excedente, mas volta a avisar que as tempestades do início do ano e a guerra no Irão “voltaram a tornar a margem bastante estreita”.

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Ministro das Finanças antecipa "boa surpresa" no excedente de 2025

O ministro das Finanças prevê um saldo orçamental muito acima das expetativas. Joaquim Miranda Sarmento fala numa "boa surpresa" no excedente de 2025.

O número final é divulgado apenas na quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), mas esta terça-feira, num evento do Banco de Fomento, Miranda Sarmento falou já em boas notícias.

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“Um saldo orçamental que no terceiro trimestre foi 2,1% do PIB, quinta-feira conheceremos o número final de 2025, não será obviamente tão elevado, mas será muito acima daquilo que eram as previsões das entidades e daquilo que era a expetativa”, afirmou.

“Quando olhamos para as contas públicas, quinta-feira conheceremos o número em contas nacionais e eu antecipo, pelas nossas previsões, que será uma boa surpresa e uma boa notícia para o país”, sublinhou o ministro das Finanças.

"Margem bastante estreita" em 2026

Já quanto ao saldo orçamental para este ano, Miranda Sarmento não toca na palavra excedente, mas volta a avisar que as tempestades do início do ano e a guerra no Irão “voltaram a tornar a margem bastante estreita”.

“Mas o equilíbrio das contas públicas é algo fundamental para o país”, frisou.

A participar também neste evento esteve Paulo Macedo, presidente da comissão executiva da Caixa Geral de Depósitos, que utilizou o exemplo do Médio Oriente para avisar as empresas da instabilidade dos novos tempos.

“Infelizmente, os ‘cisnes negros’ em vez de acontecerem de 100 em 100 anos, ou e 50 em 50 anos, as administrações e os gestores são chamados a fazer face a questões, às vezes, de 15 dias, às vezes, de dois em dois meses. E não estou muito longe se nos últimos 14 meses tiver havido uns seis ou sete ‘cisnes negros’”, disse Paulo Macedo.

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