Guerra no Médio Oriente
Campos e Cunha: Custo de uma crise energética "mais tarde ou mais cedo tem de passar para o consumidor"
27 mar, 2026 - 00:44 • Pedro Mesquita
Antigo ministro das Finanças lembrou que as ajudas do Estado para suavizar a escalada de preços do petróleo até podem beneficiar inicialmente o consumidor, mas a fatura acabará por ser paga pelos contribuintes.
Se a crise no Médio Oriente se prolongar e os preços da energia continuarem a escalar, será preferível passar rapidamente para o consumidor esses efeitos, do que continuar a suavizar os preços. É uma tese defendida pelo economista Luís Campos e Cunha em entrevista à Renascença.
O antigo ministro das Finanças lembrou que as ajudas do Estado para suavizar a escalada de preços do petróleo até podem beneficiar inicialmente o consumidor, mas a fatura acabará por ser paga pelos contribuintes.
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"Pode-se tentar suavizar os preços se isto fosse uma coisa que durasse 15 dias ou um mês, mas mais tarde ou mais cedo tem de passar para o consumidor", defendeu.
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Luís Campos e Cunha admitiu que será difícil ao Governo garantir um novo excedente em Portugal, embora sublinhe que um eventual défice não significará um "drama".
"Precisamos de reduzir a dívida pública e ter excedentes orçamentais de preferência. Este ano pode haver um défice, mas não tem de haver drama de maior", indicou.
Quanto ao excedente de 0,7% do PIB no ano passado, o antigo ministro das Finanças acredita que "são excelentes notícias".
"São excelentes notícias. É importante que Portugal continue a sua trajetória de redução de dívida pública em percentagem do PBI para beneficiar todos os portugueses."
A escalada do conflito no Médio Oriente, região crucial para o fornecimento global de combustíveis fósseis, está a provocar uma subida acentuada dos preços do petróleo e do gás e a afetar a economia europeia, com impacto direto nas famílias e no poder de compra dos consumidores.
- Noticiário das 2h
- 15 mai, 2026













