Conselho de Ministros
Governo aprova novos apoios aos combustíveis que diz custarem "150 milhões de euros por mês"
27 mar, 2026 - 13:53 • João Carlos Malta
Medidas são direcionadas às IPSS, bombeiros, ao setor agrícola e ao setor dos transportes. São os setores que o Governo considera mais expostos à crise internacional aberta pela Guerra no Médio Oriente que fez disparar os preços dos combustíveis.
O Conselho de Ministros aprovou esta sexta-feira, para o período entre 1 de abril e 30 de junho, um conjunto de apoios direcionado para empresas que dependem muito dos combustíveis para exercer a atividade. Os benefícios alargam-se aos bombeiros e instituições de solidariedade social.
É mais uma resposta do Governo à crise energética que se seguiu ao início da Guerra do Médio Oriente. Assim, Luis Montenegro anunciou um conjunto de medidas setoriais:
- um mecanismo extraordinário para o gasóleo profissional, que consiste num apoio de mais 10 cêntimos por litro, até aos 15 mil litros nestes três meses, direcionado aos veículos de transporte de mercadorias, com um peso superior a 35 toneladas e pelos autocarros, com mais de 22 lugares para passageiros.
- um apoio extraordinário aos setores agrícola, florestal, das pescas e aquicultura, no valor adicional de 10 cêntimos por litro, no gasóleo colorido e marcado. Estes dois descontos existirão nas semanas em que o preço médio estiver mais de 10 cêntimos acima do que existia na semana de 2 a 6 de março, antes do primeiro aumento.
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- Às associações humanitárias de bombeiros, pagar de uma só vez, no valor de 360 euros por veículo pesado, correspondentes a 10 cêntimos por litro, para 1.200 litros por mês;
- Às empresas de transportes de táxis, pagar de uma só vez, no valor de 120 euros por táxi, o que equivale a 10 cêntimos por litro, para 400 litros por mês.
- Às instituições particulares de solidariedade social, um pagamento único, no valor único, de 600 euros, o que equivale a 10 cêntimos por litro, para dois mil litros por mês.
O primeiro-ministro diz que ao todo, as tomadas significam cerca de 150 milhões de euros por mês apoio na área dos combustíveis.
“O equilíbrio financeiro, que tem norteado a nossa política, dá-nos melhores condições para também podermos enfrentar as adversidades. Mas é fundamental gerir com equilíbrio, com responsabilidade e com prudência”, rematou o primeiro-ministro.
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