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BCE prevê aumento da inflação para 3,1% no segundo trimestre

02 abr, 2026 - 14:28 • Sandra Afonso

No boletim económico publicado esta quinta-feira, o Banco Central Europeu alerta que se a guerra no Médio Oriente se prolongar, “pode levar a um aumento maior e mais sustentado dos preços da energia”, o que fará subir a inflação.

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O Banco Central Europeu (BCE) prevê que a inflação vai acelerar para 3,1% no segundo trimestre, entre abril e junho. No trimestre seguinte, entre julho e setembro, deverá cair para 2,8%, tendo em conta a descida do preço das matérias-primas energéticas nos contratos futuros.

O BCE alerta ainda que "uma guerra prolongada no Médio Oriente pode levar a um aumento maior e mais sustentado nos preços da energia do que o previsto atualmente, o que elevaria a inflação na zona do euro".

A subida dos preços também pode ser mais intensa e persistente se os salários aumentarem, para responder à subida do custo da energia, ou se a guerra causar interrupções mais generalizadas nas cadeias globais de abastecimento.

A Autoridade Monetária defende no último Boletim Económico que a inflação vai manter-se acima dos 2% no curto prazo.

É uma consequência do conflito no Médio Oriente, que está a agravar o preço da energia, com impacto na economia global.

Na última reunião a instituição manteve inalteradas as taxas de juro de referência, os juros sobre os depósitos continuam nos 2%.

Alguns membros do Conselho de Governadores já indicaram que é prematuro aumentar as taxas na reunião do final de abril, mas há quem admita essa possibilidade.

O banco central antecipa para os primeiros três meses do ano um “crescimento moderado" do Produto Interno Bruto nos países do euro, devido aos efeitos da guerra nos preços, no rendimento real e na confiança mundial.

Desde 18 de dezembro, os preços do petróleo bruto já subiram 84% e ultrapassaram os 100 dólares desde o ataque ao Irão.

"O número de petroleiros que transitam pelo Estreito de Ormuz caiu drasticamente e os custos globais de transporte de petróleo bruto aumentaram substancialmente", acrescenta o BCE.

Além disso, "os preços do gás têm sido particularmente vulneráveis devido aos níveis historicamente baixos de armazenamento na Europa".

Ainda assim, o BCE defende que a exposição do comércio internacional de mercadorias parece limitada. Os navios-contentores atualmente no Golfo Pérsico representam apenas 1,6% da capacidade global de transporte marítimo de contentores, grande parte do tráfego continua a ser desviado pelo Cabo da Boa Esperança.

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