Governo
Patrões aplaudem "medida boa", micro-empresas dizem que são "mais linhas de endividamento"
03 abr, 2026 - 00:02 • Marisa Gonçalves
Governo anunciou linha de apoio de 600 milhões de euros para empresas afetadas pela crise energética. Confederação Empresarial e Confederação das Micro, Pequenas e Médias empresas dividem-se nas opiniões.
Os patrões consideram que a linha de crédito de 600 milhões de euros para as empresas mais afetadas pela subida dos custos energéticos é uma "ajuda importante", enquanto as micro e pequenas empresas consideram que as medidas anunciadas por Luís Montenegro são "apenas mais linhas de endividamento".
À Renascença, o presidente da Confederação das Micro, Pequenas e Médias empresas, Jorge Pisco, refere uma medida que não vem ajudar o setor e defende que a solução deveria passar pelo controlo e a fixação de preços.
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"Tinha de haver, da parte do Governo, para evitar uma crise económica, a necessidade de travar o aumento dos custos. O controlo e fixação de preços nos combustíveis, no gás e na eletricidade e fundamental. O Governo continua a não fazê-lo e nós pensamos que deveria de acontecer no imediato", refere o responsável.
Já o presidente da Confederação Empresarial de Portugal, Armindo Monteiro, afirmou à Renascença que, apesar de implicar algum risco para as empresas, é um contributo bem vindo face um contexto de grande incerteza.
"É uma medida boa, não é excelente dado que para ser excelente era preciso que não houvesse este custo, porque há sempre este custo. Havendo juro, é um custo. Portanto, para as empresas continuarem a procurar ser competitivas, esse custo existe, se recorrerem a estas linhas de crédito. No entanto, a alternativa é pior. Se não existisse este apoio, as empresas estariam, de factos, desprotegidas deste aumento brutal", aponta.
Estes 600 milhões de euros de ajudas fazem parte da linha Portugal Resiliência Energética, que será operacionalizada através do Banco Português de Fomento, financiando, por via de crédito, as necessidades da tesouraria e fundo de maneio das empresas mais afetadas.
- Noticiário das 1h
- 15 abr, 2026







