TAP. Governo assume litígio da Azul e garante que privatização não será afetada
07 abr, 2026 - 22:44 • Lusa
Litígio entre Azul e TAP avaliado em 189 milhões de euros. Responsabilidade será assumida pelo Estado português. Processo não condiciona privatização da companhia.
O ministro das Infraestruturas afirmou hoje que o litígio judicial da companhia aérea brasileira Azul contra a TAP, no valor de cerca de 189 milhões de euros, caberá ao Estado português e não será transferido para os futuros compradores.
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Miguel Pinto Luz, que falava na Assembleia da República, destacou que a disputa com a Azul, que remonta a 2024 e envolve um processo de recuperação judicial nos EUA, não constitui um obstáculo para potenciais investidores, acrescentando que a privatização da TAP seguirá normalmente, estando os interessados informados sobre a situação.
"Não existem, de forma geral, garantias públicas em relação aos processos judiciais, eu penso que se está a referir ao processo da Azul", afirmou Miguel Pinto Luz.
"É claro que é uma responsabilidade da SIAVILO, que não é a TAP má, essa já desapareceu, o nome TAP hoje está associado a coisas boas", acrescentou Miguel Pinto Luz.
Apesar de o processo decorrer paralelamente à privatização de até 49,9% da companhia, com propostas não vinculativas da Air France-KLM e Lufthansa, o ministro sublinhou que não existe qualquer impacto operacional, garantindo que a companhia continua a funcionar como a "TAP boa", independentemente do desfecho judicial.
Pinto Luz rejeitou ainda que a disputa seja encarada como "TAP má", sublinhando que a companhia operacional continua a ser vista como "TAP boa".
A Azul reclama o pagamento de 189 milhões de euros, referentes a um empréstimo convertido pela antiga TAP SGPS, atualmente SIAVILO, que não foi reembolsado. Em causa está um empréstimo obrigacionista de 90 milhões de euros realizado em 2016, quando David Neeleman era acionista de ambas as empresas.
Nesse contexto, em março deste ano, a Azul avançou com um processo judicial contra a TAP, reclamando cerca de 189 milhões de euros no Juízo Central Cível de Lisboa.
Segundo informações avançadas pelo "Observador" e confirmadas por outros órgãos, a dívida inclui juros acumulados desde o empréstimo original, elevando o valor reclamado para cerca de 188,985 milhões de euros.
O caderno de encargos da privatização prevê a alienação de até 44,9% do capital da TAP, com 5% reservado aos trabalhadores, ficando qualquer participação não subscrita sujeita ao direito de preferência do futuro comprador.
- Noticiário das 12h
- 14 abr, 2026








