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Católica admite contração da economia portuguesa no 1.º trimestre

08 abr, 2026 - 16:43 • Lusa

Segundo a síntese da folha trimestral de conjuntura do NECEP divulgada esta quarta-feira, prevê-se uma desaceleração em cadeia de 0,9% para 0,2% no arranque do ano, devido ao aumento das importações na sequência da subida dos preços dos combustíveis nas últimas semanas, com o impacto do conflito no Médio Oriente.

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O Núcleo de Estudos Económicos da Universidade Católica (NECEP) estima que a economia portuguesa tenha crescido 2,4% em termos homólogos e 0,2% em cadeia no primeiro trimestre do ano, mas admite uma estagnação ou contração.

Segundo a síntese da folha trimestral de conjuntura do NECEP divulgada esta quarta-feira, prevê-se uma desaceleração em cadeia de 0,9% para 0,2% no arranque do ano, devido ao aumento das importações na sequência da subida dos preços dos combustíveis nas últimas semanas, com o impacto do conflito no Médio Oriente.

"Não é de descartar a possibilidade de estagnação ou mesmo de contração em cadeia, nomeadamente, por via do comportamento recente do investimento, aferido pelas vendas de cimento, bem como das exportações", indicam os economistas do Católica-Lisbon Forecasting Lab, ainda que ressalvando que o cenário central é o de ligeiro crescimento.

Já para o conjunto do ano, a estimativa de crescimento da economia portuguesa foi revisto em baixa de 1,8% para 1,5% "na sequência do impacto esperado do aumento dos preços dos combustíveis, avaliado em 0,3 pontos percentuais (pp)".

Neste cenário, o crescimento em 2027 é também revisto em baixa de 1,6% para 1,5%, enquanto para 2028 se mantém a estimativa de 1,9%.

Quanto à inflação, numa altura em que ainda existe incerteza sobre a evolução do conflito, o NECEP estima que deverá acelerar este ano de 2,1% para 2,3%.

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