Lucros da TAP caem 92% para 4,2 milhões de euros
09 abr, 2026 - 08:06 • João Carlos Malta
Companhia justifica queda dos lucros com o efeito extraordinário de atualização de IRC e o aumento dos custos num momento de incerteza no setor.
A TAP registou uma queda de 92% no lucro líquido no ano passado. No ano passado, a companhia aérea portuguesa teve um resultado líquido de 4,2 milhões de euros.
Para estes resultados, segundo escreve a TAP contribuem o efeito extraordinário de atualização de IRC e o aumento dos custos num momento de incerteza no setor.
Há um ano a TAP tinha registado lucro de 53,7 milhões de euros, ano em que já tinha registado um decréscimo de 70%.
No ano passado, as receitas operacionais totalizaram 4 313 milhões de euros em 2025 (+1,2% face a 2024), impulsionadas sobretudo pelas receitas de passagens (+0,8%) e pelo negócio de Manutenção (+10,7%), anunciou esta quinta-feira a companhia aérea.
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“O resultado líquido recorrente teria sido 46 milhões de euros caso excluíssemos o impacto da atualização das taxas de IRC”, declara a empresa num comunicado sobre os resultados.
O ano de 2025 fica marcado pela conclusão do Plano de Reestruturação e em que o Governo deu início ao processo de privatização de até 49,9% da empresa. Uma iniciativa que deve ficar concluída este ano.
Também os custos operacionais recorrentes pressionaram os resultados, tendo atingido 4.070 milhões de euros (um crescimento de 3,6%), com aumentos nos custos de tráfego (+6,7%), pessoal (+7,9%) e depreciações e amortizações (+10,8%), parcialmente compensados pela redução dos custos com combustível (-5,4%).
Para este ano, a estratégia da TAP, segundo o comunicado da companhia, assenta “num crescimento disciplinado e sustentável”, suportado pela “expansão e modernização da frota com aeronaves Airbus NEO”, e o reforço da eficiência operacional e sustentabilidade.
A TAP acrescenta que o crescimento deverá ser impulsionado sobretudo pela rede transatlântica, com destaque para o Brasil, e pela expansão das operações a partir do Porto, incluindo novas rotas e o desenvolvimento de um hub de Manutenção.
Luís Rodrigues, CEO da TAP, afirma que “em 2025, a TAP apresentou resultados sólidos, suportados por uma procura resiliente de passagens em toda a rede, principalmente na segunda metade do ano, e por um contributo relevante do negócio de Manutenção, que continuou a reforçar o seu peso nas receitas totais”.
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“Apesar de um contexto desafiante, marcado por pressões inflacionárias nos custos e por constrangimentos nas cadeias de abastecimento e operacionais expressivos em toda a indústria, mantivemos margens resilientes e reforçámos a posição financeira da Companhia. Este desempenho suportou um resultado líquido positivo pelo quarto ano consecutivo”, remata Luís Rodrigues.
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