Ouvir
  • Noticiário das 19h
  • 12 mai, 2026
A+ / A-

Empresas petrolíferas contestam taxa sobre lucros extraordinários

05 mai, 2026 - 17:12 • Sandra Afonso

O presidente da EPCOL - Empresas Portuguesas de Combustíveis e lubrificantes (antiga APETRO), António Comprido, defende que a taxa não é “correta” e nem sequer “unânime” entre os Estados-membros.

A+ / A-

António Comprido não se mostra surpreendido, mas deixa críticas à taxa sobre os lucros extraordinários das empresas de energia, que o ministro das Finanças confirmou esta terça-feira que vai ser apresentada pelo executivo. Para o representante das empresas energéticas, a medida "não é correta".

Não é a primeira vez que esta taxa é aplicada, já foi cobrada em 2022 e 2023 pelo Governo de António Costa, em resposta à subida dos preços da energia após a invasão da Ucrânia.

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui

O ministro Miranda Sarmento diz que quer "melhorar" a medida aplicada pelo Governo socialista. Não avança pormenores, mas garante que a proposta será apresentada ao Parlamento.

Ouvido pela Renascença, o presidente da EPCOL — Empresas Portuguesas de Combustíveis e Lubrificantes, diz que "não acolhemos com muito bons olhos esse tipo de iniciativas, mais até do que pelas taxas ou montantes que vierem a ser executados, é pela imprevisibilidade". Até porque, "estas alterações constantes na fiscalidade das empresas são inimigas do investimento", acrescenta.

António Comprido lembra ainda que "quando foi a Covid, em que as empresas de combustíveis tiveram largos prejuízos com a quebra do consumo, ninguém do Estado propôs nenhuma lei para apoiar essas empresas".

O presidente da EPCOL sublinha ainda que a medida "nem sequer é unânime", foi proposta por cinco Estados-membros e "não se sabe quantos vão aplicar" a taxa, o que levanta questões de concorrência.

O ministro Miranda Sarmento deixou em aberto a possibilidade de alargar a medida às grandes superfícies.

Ouvir
  • Noticiário das 19h
  • 12 mai, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque