Concertação Social
Reforma laboral: CCP aguarda proposta da UGT "sem grandes expetativas"
06 mai, 2026 - 21:43 • Anabela Góis
João Vieira Lopes diz que a Confederação do Comércio não foi consultada sobre a iniciativa da CIP.
A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) não alinha nas cedências admitidas pela CIP - Confederação Empresarial de Portugal nas negociações sobre a reforma da lei laboral.
Em declarações à Renascença, João Vieira Lopes diz que a CCP limita-se a aguardar que a UGT apresente uma nova proposta que permita avançar no diálogo.
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João Vieira Lopes diz que não foi consultado sobre a iniciativa da CIP e admite que não tem grandes expetativas para a reunião de quinta-feira na Concertação Social, que segundo a ministra do Trabalho será a última, antes da revisão da lei laboral seguir para o Parlamento.
“Essa é uma proposta da CIP. A CCP até agora nunca considerou uma proposta deste tipo e a nossa expetativa é que a UGT apresente amanhã alguma nova proposta na Concertação. Se não apresentar, da nossa parte não vemos como seja possível continuar qualquer discussão.”
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Questionado se a Confederação do Comércio admite apoiar algumas das novas propostas da CIP, João Vieira Lopes limita-se a dizer que a CPP ainda não estudou as medidas.
“É uma iniciativa da CIP. Não está dentro das posições que nós estudámos até agora. Neste momento, não posso adiantar mais nada”, afirma.
Sobre a reunião de quinta-feira, João Vieira Lopes parte “sem grandes expetativas” após meses de negociações, mas espera ver o que vai ser colocado em cima da mesa.
Na véspera da última reunião da Concertação Social antes da proposta de revisão do Código de Trabalho chegar ao Parlamento, a CIP anunciou cedências em cinco pontos – linhas vermelhas da UGT.
"No outsourcing, na reintegração de trabalhadores despedidos de forma ilícita, no banco de horas individual, na formação contínua e nas questões de arbitragem na convenção coletiva", explicou o presidente da Confederação Empresarial de Portugal, em conferência de imprensa.
Armindo Monteiro fez questão de sublinhar que não se trata de atirar a toalha ao chão, mas de ter sentido de responsabilidade, porque o país não compreenderia foco "no pouco que separa" patrões de sindicatos, depois de nove meses de negociações.
- Noticiário das 14h
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