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Rede transeuropeia de transportes
05 jul, 2021 - 15:18 • Vasco Gandra
A rede transeuropeia de transportes pretende criar uma rede de infra-estruturas que facilite a circulação de pessoas e de bens entre os países da União Europeia: sejam infraestruturas rodoviárias, ferroviárias, vias de navegação bem como os portos, os aeroportos e as plataformas intermodais dos Estados-membros.
Pretende-se ultrapassar a lógica de redes muitas vezes desenvolvidas apenas numa perspectiva nacional e evoluir para um sistema mais integrado entre os 27. Por exemplo, a rede deverá abranger 90 000 km de auto-estradas e estradas de elevada qualidade um pouco por todo o espaço comunitário.
Discutidas desde a década de 80, as redes transeuropeias foram evoluindo ao ritmo dos sucessivos alargamentos da União e em função das prioridades... agora alinhadas com o chamado Green Deal - o Pacto Ecológico Europeu -, o que implica por exemplo descarbonizar o sector dos transportes.
As redes transeuropeias assentam na implementação de uma rede central formando as ligações no mercado único e de uma rede global que garanta ligações a todas as regiões da União Europeia.
Existem para isso vários corredores, como por exemplo o corredor Atlântico que visa ligar infraestruturas e vários pontos estratégicos de Portugal a Espanha e ao resto da Europa.
Apesar das redes de infraestruturas serem de competência nacional a União favorece uma dinâmica transeuropeia e contribui financeiramente para projectos de interesse geral. Uma das principais fontes de financiamento europeu é o Mecanismo Interligar a Europa destinado a financiar redes de transportes e de energia mais ecológicas e sustentáveis, com um orçamento de quase 34 mil milhões de euros até 2027, e que deverá receber luz verde esta semana do Parlamento Europeu.
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