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Polónia quer sair do tratado que combate violência contra as mulheres

26 jul, 2020 - 12:03 • Marta Grosso

A intenção levou milhares de pessoas às ruas, em protesto. Varsóvia defende que a Convenção de Istambul viola os direitos dos pais.

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A Polónia poderá retirar-se da Convenção de Istambul, um tratado europeu que combate a violência contra as mulheres. A intenção foi anunciada pelo ministro da Justiça, no sábado.

Em conferência de imprensa, Zbigniew Ziobro alegou que a convenção a que a Polónia aderiu em 2015 viola os direitos dos pais, ao exigir que as escolas ensinem as crianças sobre género.

É um documento que, por isso, “contém elementos de natureza ideológica prejudiciais”, defendeu.

O pedido de saída deverá ser apresentado na segunda-feira, de acordo com a agência Reuters.

Em reação à intenção do Governo, cerca de duas mil pessoas – na sua maioria mulheres – protestaram nas ruas de Varsóvia.

"O objetivo é legalizar a violência doméstica", acusa Marta Lempart, uma das organizadoras do protesto de sexta-feira.

Alguns manifestantes envergaram faixas onde se lia "PiS é o inferno das mulheres".

O Parlamento húngaro já tinha rejeitado a Convenção de Istambul em maio, após o Governo de Viktor Orban considerar que promove "a ideologia destrutiva do género" e a "migração ilegal".

O Partido da Lei e Justiça (PiS), no poder, juntamente com os seus parceiros de coligação, promove uma agenda social conservadora.

Leia aqui a Convenção de Istambul.

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  • Desabafo Assim
    26 jul, 2020 22:03
    A Polónia e a Hungria estão debaixo de fogo pois alguns tinham para o lugar dos seus governantes outros fidalgos. A Hungria foi esquecida no meio da bebedeira da liberdade, pois não estavam sóbrios os que a ignoraram no pós-guerra, aceitou a imposição do aborto de contra vontade, pela debilidade do seu tamanho, o que não aconteceu com a grande Polónia. Aceitar este documento ao qual tive acesso, nesta página, e contradizer o que acreditam e defendem, nem todos são” maria vai com as outras”. Não se resume a rapaziada que se move bem nas cortes, o Canadá também é governado por um jovem homem e não se pode esconder a sua sensatez.

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