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Malmö

Distúrbios na Suécia após militantes de extrema-direita queimarem Corão

29 ago, 2020 - 18:13 • Lusa

Polícia envolveu-se em confrontos com grupo de cerca de 300 manifestantes em Malmö, terceira maior cidade da Suécia. Grupo protestava contra ações de militantes do partido de extrema-direita Stram Kurs no dia anterior.

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A madrugada deste sábado foi marcada por distúrbios em Malmö, na Suécia, envolvendo cerca de 300 pessoas em protesto contra a extrema-direita, após militantes do partido extremista Stram Kurs (Linha Dura) terem queimado um exemplar do Corão. Polícia e manifestantes acabaram por envolver-se em confrontos.

A polícia da cidade, a terceira maior da Suécia, no sul do país, anunciou hoje que 10 a 20 pessoas foram detidas nesse protesto e que vários polícias sofreram ferimentos ligeiros. Os detidos já “foram todos libertados”, adiantou o porta-voz da polícia local, Patric Fors.

Os primeiros incidentes ocorreram ao princípio da noite de sexta-feira e agravaram-se por volta das 21h00 locais (20h00 em Lisboa).

Os manifestantes lançaram objetos contra a polícia e incendiaram lixo, em resposta ao facto de “um Corão ter sido queimado na área, horas antes”, explicou Rickard Lundqvist, porta-voz da polícia, citado hoje pelo jornal sueco "Expressen".

Um vídeo publicado pela imprensa sueca mostra várias pessoas a pontapear um Corão, mas não é claro se se trata das mesmas pessoas ou do mesmo exemplar.

Seis dos participantes foram detidos por suspeita de “incitamento ao ódio”, segundo a polícia.

Estes incidentes ocorrem um dia depois de o líder do Stram Kurs, Rasmus Paludan, ter sido expulso da Suécia e declarado ‘persona non grata’, o que lhe proíbe a entrada no país durante dois anos.

Rasmus Paludan pretendia chegar à cidade para uma manifestação anti-muçulmanos, mas a sua entrada na Suécia foi recusada por “motivos de segurança”, ordem que não cumpriu, tendo sido detido em Lernacken, perto de Malmö.

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  • Raul Silva
    30 ago, 2020 Lisboa 11:46
    Protestos inevitáveis tendo em conta que o cidadão sueco Rasmus Paludan foi expulso do seu país, apesar da Suécia ter reconhecido que abrigava 150 terroristas do Estado Islâmico enquanto negava conceder asilo a refugiados cristãos como a iraniana Aideen Strandsson e a outros de nacionalidade iraquiana.

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