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Alemanha ultrapassa novamente as mil mortes diárias

06 jan, 2021 - 09:15 • Lusa

Cerca de 317.000 pessoas já receberam a primeira dose da vacina na Alemanha.

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A Alemanha ultrapassou novamente as mil mortes causadas pela Covid-19 nas últimas 24 horas e 21.237 novas infeções foram registadas, segundo dados do Instituto Robert Koch (RKI).

O número de casos positivos desde o anúncio do primeiro contágio no país é de 1.808.647, com 36.537 mortes, 1.019 óbitos nas últimas 24 horas.

O número máximo de óbitos tinha sido registado em 30 de dezembro, com 1.129 mortes, e o de infeções em 18 de dezembro, com 33.777 novos casos.

O RKI alertou, no entanto, que ao interpretar os dados deve-se levar em consideração que nos dias próximos ao Natal e ao final do ano foram realizados menos exames, visto que menos pessoas se deslocaram ao médico.

Cerca de 1.451.000 pessoas já foram consideradas recuperadas e o número de casos ativos no país é de cerca de 321.300, de acordo com estimativas do RKI.

Cerca de 317.000 pessoas já receberam a primeira dose da vacina na Alemanha.

A incidência cumulativa no país nos últimos sete dias é de 127,3 casos por 100.000 habitantes e as novas infeções totalizaram 105.867 na última semana, embora aqui também os dados devam ser analisados com cautela devido ao número reduzido de testes neste período e o possível atraso na comunicação dos dados.

O número de pacientes em unidades de cuidados intensivos na terça-feira era de 5.678, dos quais 3.181 recebiam respiração assistida, segundo dados da Associação Interdisciplinar Alemã de Cuidados Intensivos e Medicina de Emergência (DIVI).

Na Alemanha o fator de reprodução (R) que leva em conta as infeções em um intervalo de sete dias em comparação com os sete anteriores - refletindo a evolução das infeções de oito a 16 dias atrás - é de 0,81, o que implica que a cada 100 infetado pelo SARS-CoV-2 contagia uma média de outras 81 pessoas.

A chanceler alemã, Angela Merkel, e os chefes de governo dos 16 Estados federais concordaram na terça-feira em estender as atuais restrições até 31 de janeiro e endurecer algumas delas, principalmente aquelas relacionadas a reuniões privadas.

As escolas e o comércio não essencial vão continuar encerrados, assim como as atividades nos setores do lazer, desporto, cultura e restauração, que deixaram de funcionar desde o início de novembro.

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