Califórnia com escassez de oxigénio para todos os doentes Covid-19
07 jan, 2021 - 13:40 • Olímpia Mairos
Doentes com pouca probabilidade de sobrevivência, nomeadamente depois de uma paragem cardiorrespiratória, não devem ser levados para o hospital. Com pouco oxigénio, os profissionais de saúde de Los Angeles são instruídos a administrar o mínimo necessário.
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O estado da Califórnia, o mais populoso dos Estados Unidos, debate-se atualmente com a escassez de oxigénio para responder às necessidades dos pacientes de Covid-19.
Segundo o jornal "The New York Times", a Califórnia enfrenta “uma escassez de oxigénio para os pacientes” e já “moveu o Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA e a Autoridade de Serviços Médicos de Emergência da Califórnia para ajudarem na entrega e reabastecimento dos tanques de oxigénio”.
Um sinal de como essa escassez “é terrível”, levou Marianne Gausche-Hill, diretora médica da Agência de Serviços Médicos de Emergência (SEM) de Los Angeles, a emitir, no passado domingo, orientações para que os profissionais de saúde administrarem a "quantidade mínima de oxigénio necessária" de forma a manter o nível de saturação de oxigénio dos pacientes pelos 90%.
Já a CNN, avança que Los Angeles estabeleceu uma nova regra para o pessoal das ambulâncias devido ao número de internamentos por Covid-19: as pessoas que sofram paragem cardiorrespiratória, e que não consigam ser reanimadas no local, não devem ser levadas para os hospitais, porque a probabilidade de sobrevivência é baixa.
“Com efeito imediato, devido ao grave impacto da pandemia Covid-19 no EMS e nos hospitais recetores [de chamadas de emergência] 911, doentes adultos em paragem cardíaca, traumática e não traumática, fora do hospital, não devem ser transportados [se] o retorno à circulação espontânea não for alcançado no local”, lê-se no documento publicado pela CNN.
O pior surto do estado está concentrado no sul da Califórnia e no vale de San Joaquin, onde as unidades de cuidados intensivos estão com a capacidade a 0%.
De acordo com o "New York Times", as contagens diárias de casos de infeção pelo novo de coronavírus na Califórnia são quatro vezes mais do que no pico de verão e as autoridades preveem que os efeitos colaterais relacionados com os feriados de dezembro irão piorar com o inverno.
Depois de as novas infeções, causadas por viagens e encontros no Dia de Ação de Graças por ocasião das festividades de Natal, resultaram em “um aumento diferente de todos os que o Estado já havia verificado, a trajetória de novos casos estabilizou-se um pouco nos primeiros dias de 2021”, escreve o "New York Times".
Os hospitais da Califórnia acolhem atualmente mais do dobro de pacientes Covid-19 do que há um mês atrás e muitas unidades de cuidados intensivos estão sobrelotadas. Pelo menos seis pessoas naquele Estado foram infetadas com a nova variante mais transmissível do vírus, identificada pela primeira vez na Grã-Bretanha.
Os EUA contabilizam atualmente 360.741 óbitos devido à Covid-19 e 21.272.775 casos da doença, desde o início da pandemia.
O estado de Nova Iorque continua a ser o mais duramente atingido pela pandemia, com 38.912 mortes, seguindo-se o Texas, com 29.118.
Os Estados Unidos são o país com mais mortos e também com mais casos de infeção confirmados.
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