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França quer rever os meios militares para o período 2024-2030

13 jul, 2022 - 23:02 • Lusa

Emmanuel Macron diz que o país tem de "reavaliar ambições" perante o regresso da guerra à Europa.

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O presidente Emmanuel Macron anunciou que pretende rever a "ambição operacional" da França e adaptar os meios e o orçamento das forças armadas francesas para 2024-2030, perante o contexto marcado pelo regresso da guerra à Europa.

Enquanto os conflitos se intensificam, devemos reavaliar as nossas ambições", disse o presidente francês durante a tradicional receção do ministro da Defesa na véspera do Dia Nacional.

Emmanuel Macron encarregou o Ministério da Defesa de desenvolver uma nova Lei de Programação Militar (LPM).

"A nossa ambição operacional para 2030 deve ser revista para melhor garantir a nossa capacidade de enfrentar a perspetiva do possível regresso de um confronto de alta intensidade", referiu o chefe de Estado, citado pela AFP.

O trabalho de desenvolvimento da nova LPM "deve ficar concluído até ao final deste ano" e ser "discutido com o parlamento" no início de 2023 sinalizou Macron.

O escalar do conflito na Ucrânia e também a subida da inflação, tinham levado o presidente francês a prometer uma "reavaliação" da LPM 2019-2025 de forma a "ajustar os meios às ameaças".

Em 2017, o presidente francês iniciou uma fase de reforço do orçamento da defesa, após vários anos de cortes. O Orçamento das forças armadas vai aumentar ainda mais em 2022, antes do impulso de 3 mil milhões em 2023, atingindo os 44 mil milhões de euros.

A atual Lei de Programação Militar previa aumentos adicionais de três mil milhões de euros por ano em 2024 e 2025, altura em que atingiria os 50 mil milhões de euros, mas a guerra na Ucrânia revelou deficiência no sistema de defesa francês, nomeadamente no que diz respeito a munições.

"Trata-se de reconstituir mais depressa e de forma mais robusta certos 'stocks', sabendo produzir mais equipamentos adaptados a esta guerra de alta intensidade, fazendo escolhas de inovação", precisou Macron.

Nesta "economia de guerra", "toda a nossa base industrial de defesa, chamada a recompor-se, (...) vai ter de acelerar ainda mais", sublinhou.

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  • Cidadao
    14 jul, 2022 Lisboa 08:47
    Acredito, quando vir. Palavras, leva-as o vento ... Se for como por cá, que o Orçamento de Defesa(?) até levou um corte mesmo depois da Guerra começar, e o PM desvaloriza a ameaça e fala em "contribuir militarmente de acordo com as nossas possibilidades - ou seja mandar 18 soldados para um exercício onde estavam 30 000, ou 221 soldados para a Roménia, numa "companhia reforçada" onde as dificuldades para reunir essa força meramente simbólica foram mais que muitas - e a Ministra da Defesa está mais preocupada com "as questões de género" e "as mulheres nas Forças (Des)Armadas" que no reequipamento das forças ...

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