China estabelece meta de crescimento económico de "cerca de 5%" para 2023
05 mar, 2023 - 09:35
A sessão plenária da Assembleia Popular Nacional este ano é a última num ciclo político de cinco anos pautado pelos congressos do PCC, partido único do poder na China.
Li Keqiang apelou hoje a que se acelere o desenvolvimento industrial e tecnológico. Os planos industriais de Pequim constituem outra fonte de tensões com os EUA e outros parceiros comerciais, que reclamam que a China usurpa ou pressiona empresas estrangeiras a transferir tecnologia e subsidia e protege as suas empresas, violando os compromissos de abertura do mercado.
O relatório apresentado por Li enalteceu a importância da indústria estatal. Além disso, prometeu apoiar empreendedores que geram novos empregos e riqueza, mas também disse que o Governo "vai aumentar a competitividade" das firmas estatais, que dominam vários setores-chave, incluindo banca, energia, telecomunicações e produção de aço.
A economia chinesa foi também afetada, desde meados de 2021, por uma campanha para reduzir os níveis de alavancagem no setor imobiliário, um dos principais motores de crescimento do país. Algumas construtoras entraram em falência. Outras não conseguiram pagar o juro de obrigações emitidas nos mercados doméstico e externo.
A força de trabalho chinesa está também em queda há uma década, pressionando os planos para aumentar a riqueza e a influência global da China.
Os gastos do consumidor estão a recuperar gradualmente, mas o Fundo Monetário Internacional e alguns economistas preveem que a economia chinesa cresça este ano 4,4%, bem abaixo da meta oficial.
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