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Desnutrição põe em risco crianças em crise de cólera no Malauí, alerta ONU

08 mar, 2023 - 11:02 • Olímpia Mairos

A Unicef, que forneceu medicamentos, água potável e informações sobre prevenção e tratamento da cólera, está a ficar sem recursos e, por isso, apela a doações no valor de 50 milhões de euros.

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“O Malauí enfrenta a epidemia de cólera mais mortal da sua história”, alerta a Unicef que pede cerca de 50 milhões de euros para combater a doença.

De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), cerca de 4,8 milhões de crianças - uma em cada duas - precisam de ajuda alimentar naquele país africano.

Até ao final de março, estima-se que o estado de desnutrição de mais de 213.000 crianças menores de cinco anos vai piorar, e que mais de 62.000 vão sofrer de desnutrição aguda.

“Uma criança gravemente desnutrida corre 11 vezes mais risco de morrer de cólera do que uma criança bem alimentada. Um surto de cólera pode resultar em sentença de morte para milhares de crianças no Malauí”, sinalizou o representante da Unicef no país, Rudolf Schwenk.

O Malauí vive a epidemia de cólera mais mortal da sua história, com 1.500 mortes, 197 de crianças, desde março de 2022. Mais de 50.000 pessoas, incluindo mais de 12.000 crianças, foram afetadas, segundo os últimos dados disponíveis.

A Unicef, que forneceu medicamentos, água potável e informações sobre prevenção e tratamento da cólera, está a ficar sem recursos e, por isso, apela a doações no valor de 52,4 milhões de dólares.

“Para prevenir novas epidemias de cólera, temos que apoiar o país com investimentos significativos em infraestruturas sanitárias, de água e saneamento”, destaca Schwenk.

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