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Ranking das Escolas 2022

​Ranking das escolas em França: “É uma ferramenta relevante para os pais”

16 jun, 2023 - 00:01 • Stefanie Palma, em França

Tal como em Portugal, em França também há rankings das escolas. São publicadas duas listas, uma com as notas do exame de conclusão do 12.º ano e outro que reflete a progressão dos alunos de um ano para o outro.

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Em França, tal como em Portugal, o ranking das escolas é feito por órgãos de comunicação social independentes, tendo por base vários critérios. É o que explica à Renascença Christophe Araújo, professor de História e Geografia num liceu francês, nos arredores de Paris.

"Este ranking é feito apenas por jornais, grandes jornais, com grande tiragem em França, como é o caso do Le Figaro ou então de um diário online que se chama ‘L’Etudiant’. Nunca são feitos pelo Ministério da Educação nacional."

O docente dá como exemplo concreto o ranking divulgado pelo jornal francês ‘Le Figaro’.

"O ranking do Le Figaro, que é um jornal de direita, vai incluir a percentagem de alunos que obtiveram o Baccalauréat, que é o exame final de 12.º ano, e a percentagem das notas. Há três notas para este exame: suficientemente bom, bom e muito bom. E depois há um outro critério, que é a maneira como os alunos progrediram de um ano para o outro, se há uma melhoria dos resultados de um ano para o outro."

Para Christophe Araújo, o ranking das escolas é uma ferramenta importante para os encarregados de educação, na hora de escolherem o estabelecimento de ensino dos filhos.

“Para os pais que querem ter informação sobre onde são os melhores liceus, onde é que os filhos poderão ser inseridos nos melhores liceus, onde é que poderão ter os melhores resultados, para depois pensar como integrar o Ensino Superior, creio que este é um facto relevante para os pais, uma ferramenta para eles”, adianta o professor.

A importância deste ranking é também comprovada por Sophie Silva, cidadã francesa de origem portuguesa, de 37 anos, que tem dois filhos em idade escolar e que costuma ter em conta estes dados na hora de tomar uma decisão.

“Eu tenho um filho que entrou no ano passado para o liceu, o equivalente à escola secundária em Portugal, e outra filha que está a terminar este mesmo ciclo de estudos. Em ambos os casos, antes de fazer uma escolha fui consultar o ranking, pois considero que é uma ferramenta relevante para os pais”, confidencia à Renascença.

Ao contrário do que acontece em Portugal, o ranking das escolas em França costuma ser divulgado no início do ano civil.

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