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BP suspende tráfego nas rotas que passem pelo Mar Vermelho

18 dez, 2023 - 14:37 • Lusa

Petrolífera segue grandes operadores marítimos como a dinamarquesa Maersk e a alemã Hapag-Lloyd, que paralisaram o tráfego dos seus navios porta-contentores na região devido à "deterioração da situação de segurança".

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A BP decidiu suspender temporariamente o tráfego de todos os seus navios nas rotas que atravessam o Mar Vermelho devido ao agravamento da situação de segurança na zona, anunciou esta segunda-feira a companhia petrolífera britânica.

"À luz da deterioração da situação de segurança para a navegação no Mar Vermelho, a BP decidiu suspender temporariamente todo o tráfego [de navios] através do Mar Vermelho", refere a BP num comunicado.

"Manteremos esta suspensão preventiva sob revisão contínua, sujeita às circunstâncias e à evolução da situação na região", salienta a petrolífera britânica.

Desta forma, a petrolífera segue as medidas anunciadas nos dias anteriores por grandes operadores marítimos como a dinamarquesa Maersk e a alemã Hapag-Lloyd, que paralisaram o tráfego dos seus navios porta-contentores através do Mar Vermelho.

De igual modo, o gigante dos transportes marítimos MSC anunciou a sua decisão de desviar o tráfego dos seus navios do Canal do Suez para leste e para oeste até que a passagem pelo Mar Vermelho seja segura.

"Estamos a desviar alguns serviços através do Cabo da Boa Esperança, garantindo operações ininterruptas e seguras", salientou a petrolífera britânica.

A guerra entre Israel e o Hamas começou em 7 de outubro, quando o grupo islamita atacou, de surpresa e com uma força inédita, o território israelita, matando 1200 pessoas, na sua maioria civis, e fazendo mais de 200 reféns, segundo as autoridades de Telavive.

Em retaliação, Israel tem bombardeado Gaza e bloqueou a entrada de bens essenciais no enclave palestiniano como água, ajuda alimentar, medicamentos e combustível.

Embora os dois lados tenham feito uma trégua de alguns dias para troca de prisioneiros e reféns, bem como para permitir o acesso de ajuda humanitária, os últimos dados atualizados das autoridades de Gaza, território controlado pelo Hamas desde 2007, apontam para cerca de 19 mil mortos no enclave palestiniano.

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