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Ucrânia

Soldados norte-coreanos já combatem em Kursk

06 nov, 2024 - 19:27 • Redação

O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, considera que a presença de soldados norte-coreanos na região russa de Kursk é "histórica por todas as razões erradas" e representa uma "expansão perigosa" da guerra na Ucrânia.

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As tropas norte-coreanas já combatem em Kursk, na Rússia, pela desde 4 de novembro. A notícia foi avançada à Reuters, esta quarta-feira, por dois oficiais norte-americanos.

As mesmas fontes não informaram se houve registo de vítimas norte-coreanas e não forneceram mais detalhes sobre o combate.

O Presidente Volodymyr Zelensky já tinha afirmado, recentemente, que os primeiros combates entre as forças armadas ucranianas e as tropas norte-coreanas “abrem uma nova página de instabilidade no mundo”, depois de o seu ministro da defesa ter afirmado que se tinha registado um “pequeno combate”.

O ministro ucraniano da Defesa, Rustem Umerov, confirmou, numa entrevista à televisão sul-coreana, que já se tinha registado o primeiro confronto com tropas norte-coreanas.
No início desta semana, o Pentágono disse que havia pelo menos 10.000 soldados norte-coreanos em Kursk, acrescentando que, no total, na Rússia, estariam entre 11.000 e 12.000 soldados.

Tropas norte-coreanas na Europa são "expansão perigosa do conflito"

O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, considera que a presença de soldados norte-coreanos na região russa de Kursk é "histórica por todas as razões erradas" e representa uma "expansão perigosa" da guerra na Ucrânia.

A presença de tropas norte-coreanas em solo europeu é, sem dúvida, histórica por todas as razões erradas. É a primeira vez num século que a Rússia convida tropas estrangeiras a entrar no país", afirmou Rutte, num artigo de opinião publicado pelo Politico.

"Trata-se de uma escalada da guerra e a demonstração de que a nossa segurança não é regional, mas sim global", afirmou o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

O político holandês referiu que, na semana passada, uma delegação de chefes dos serviços secretos e da defesa sul-coreanos informou os 32 aliados da NATO e os seus parceiros do Indo-Pacífico sobre "o destacamento de milhares de tropas norte-coreanas na região russa de Kursk, com a intenção de participar na guerra de agressão contra a Ucrânia".

Rutte afirmou que a Rússia "depende da China para apoiar a economia russa e aceder a tecnologias de dupla utilização para sustentar o seu esforço de guerra", do Irão "para os 'drones' e mísseis mortais que mataram e mutilaram tantos ucranianos" e da Coreia do Norte "para milhões de munições, mísseis balísticos e agora tropas".

"Todos estes são sinais de um desespero crescente", afirmou.

Em todo o caso, Rutte afirmou que, "em todas as frentes", o Presidente russo, Vladimir Putin, "não está a conseguir atingir os seus objetivos estratégicos através desta guerra de agressão ilegal e mal avaliada".

"Enquanto procuramos um fim justo e duradouro para o conflito, Putin está apenas a prolongá-lo e a alargá-lo", afirmou.

O custo é "inacreditável" para a Rússia, que "está a sofrer cerca de 1.200 baixas por dia, mais de 600.000 desde fevereiro de 2022", quando iniciou a invasão em grande escala da Ucrânia.

Os norte-coreanos "não lutam numa guerra há mais de 70 anos e vão agora ganhar uma experiência valiosa no campo de batalha e conhecimento dos conflitos modernos", sublinhou.

Rutte recordou que, na semana passada, Pyongyang realizou um teste com um míssil balístico intercontinental de maior alcance e o primeiro num ano, numa nova violação das várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

"O aprofundamento dos laços militares e económicos entre uma Rússia imprudente e uma Coreia do Norte encorajada não só ameaça a segurança euro-atlântica e do Indo-Pacífico, como é profundamente perigoso para a segurança global", sustentou.

Neste contexto, afirmou que a China "tem uma responsabilidade especial a este respeito, uma vez que deve utilizar a sua influência junto de Pyongyang e Moscovo para garantir que cessem estas ações".

"Pequim não pode afirmar que está a promover a paz enquanto fecha os olhos a uma agressão crescente", afirmou.

Por último, Rutte referiu que o apoio militar dos aliados à Ucrânia corresponde a "uma fração dos orçamentos militares anuais" de cada um dos países.

"É um pequeno preço a pagar pela paz. A questão é: podemos dar-nos ao luxo de não o fazer?", questionou, ao terminar o artigo.

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  • Simplesmente ridícul
    06 nov, 2024 Ucrânia 21:12
    Enquanto o Irão e a Coreia do Norte, aliados da Rússia, enviam drones e misseis balisticos, e cerca de 10000 soldados para ajudar o aliado russo, a Ucrânia nem sequer tem autorização dos seus "aliados", para usar armas de longo alcance ocidentais contra concentrações de tropas e material, em território russo em nome duma suposta "contenção de escalada". Que diabo chama o Ocidente a armas enviadas pelo Irão, e soldados pela Coreia do Norte? Isso não é "escalada"? Simplesmente ridículo!

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