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Zelensky diz que as forças ucranianas combatem 50 mil soldados em Kursk

11 nov, 2024 - 19:21 • Marta Pedreira Mixão , com agências

A escalada dos confrontos está a sobrecarregar as tropas ucranianas, numa altura em a Rússia recebeu o reforço de soldados da Coreia do Norte e em que surgem receios de que o presidente eleito nos EUA, Donald Trump, possa cortar a maior fonte de financiamento da Ucrânia.

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A Ucrânia está a enfrentar 50 mil soldados na região fronteiriça russa de Kursk, de acordo com o presidente do país, Volodymyr Zelensky.

A escalada dos confrontos está a sobrecarregar as tropas ucranianas, numa altura em a Rússia recebeu o reforço de soldados da Coreia do Norte e em que surgem receios de que o presidente eleito nos EUA, Donald Trump, possa cortar a maior fonte de financiamento da Ucrânia.

Numa mensagem publicada no Telegram, esta segunda-feira, Zelensky afirmou que a Ucrânia enfrenta cerca de 50 mil soldados em Kursk, acrescentando que Kiev vai também “reforçar consideravelmente” as suas posições nas frentes de Pokrovsk e Kurakhove onde se têm registado mais confrontos.

O anúncio é feito depois de a Rússia ter fortalecido a frente de combate com milhares de soldados, numa tentativa de recuperar a região fronteiriça de Kursk, que, desde agosto, tem sido alvo de ataque por parte dos militares ucranianos.

A incursão na região permitiu às tropas ucranianas um avanço no território e, desde então, têm mantido o controlo sobre centenas de quilómetros quadrados do território russo.

“Seguindo as ordens da sua liderança militar, estão a tentar desalojar as nossas tropas e avançar para o território que controlamos”, afirmou o general Oleksandr Syrskyi, chefe das forças armadas ucranianas, um dia depois de se ter noticiado que dezenas de milhares de soldados norte-coreanos se dirigiam para Kursk.

O general Syrskyi refere que a operação em Kursk atraiu combatentes russos, aliviando a pressão de outros locais, como a região oriental de Donetsk.

“Essas dezenas de milhares de tropas russas teriam invadido nossas posições nas direções Pokrovsk, Kurakhove ou Toretsk, o que teria piorado significativamente a situação na frente”, exemplificou.

A Rússia tem estado a aproximar-se de Pokrovsk, um centro estratégico rodoferroviário, onde há também uma mina de carvão. Já Kurakhove tem uma central termoeléctrica alimentada a carvão. Atualmente, esta cidade industria está cercada e tem as forças russas a menos três quilómetros.

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