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Chefe da NATO alerta que uma vitória da Rússia na Ucrânia só vai encorajar Putin a ir mais longe

19 nov, 2024 - 13:38 • Lusa

Relativamente ao fornecimento de armas pelo ocidente, o secretário-geral da NATO defendeu que os militares ucranianos não devem enfrentar "restrições" para atingir os objetivos militares.

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O secretário-geral da NATO alertou esta terça-feira que uma vitória da Rússia na Ucrânia só vai encorajar o Kremlin a ir mais longe e insistiu que cada país decide bilateralmente que utilização pode ser dada ao armamento que forneceu.

À entrada para uma reunião ministerial de defesa da União Europeia (UE), em Bruxelas, Mark Rutte, na qualidade de convidado, disse que o Presidente russo, Vladimir Putin, não pode alcançar os seus objetivos na Ucrânia.

"Caso contrário, a Rússia sentir-se-á mais encorajada nas nossas fronteiras e terá uma vantagem em tamanho e capacidade de intervenção, e eu estou completamente convencido de que não vai parar na Ucrânia", acrescentou o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

Questionado sobre a utilização pela Ucrânia do armamento disponibilizado pelos países da Aliança Atlântica, Mark Rutte insistiu que os militares ucranianos deveriam poder utilizá-lo para alcançar quaisquer objetivos militares que tenham, mas que essa decisão tem de ser acordada bilateralmente, entre a Ucrânia e cada país que forneceu armamento.

"É bom que não haja quaisquer restrições [...], há uma opinião generalizada em relação a isso, mas cada Estado-membro decide como entender", completou.

A Rússia invadiu a Ucrânia há precisamente 1.000 dias.

Dos 32 Estados-membros da NATO, 23 pertencem à UE.

Na segunda-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, Péter Szijjártó, criticou a administração norte-americana de Joe Biden pelo fornecimento de mísseis para atacar o território russo.

O ministro, um ávido crítico da Ucrânia e do apoio da UE (em consonância com a postura do Governo de Viktor Orbán, e com ligações a Moscovo, disse que a decisão da Casa Branca vai "lançar achas para a fogueira".

O Kremlin elevou as ameaças e esta terça-feira o Presidente russo aludiu à possibilidade de utilizar armamento nuclear na eventualidade de um ataque ucraniano com mísseis de longo alcance ao território da Rússia.

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  • Manuel Nunes
    20 nov, 2024 Santarém 11:06
    A Ucrânia tem todo o direito de se defender pela agressividade da Rússia que invadiu um país sem recursos de defesa nacional

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