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Israel diz que matou "mais de 50 terroristas" na Cisjordânia nas últimas duas semanas

02 fev, 2025 - 18:10 • Lusa

"As forças de segurança continuam a campanha para impedir as atividades terroristas na região norte da Samaria (Cisjordânia)", explicou o exército israelita, num comunicado citado pela EFE, no qual afirma ter detido mais de uma centena de pessoas.

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O exército israelita contabilizou este domingo a morte de "mais de 50 terroristas", desde 14 de janeiro, no norte da Cisjordânia ocupada, incluindo 35 durante uma vasta operação militar que visava os movimentos palestinianos do Hamas e da Jihad Islâmica.

"As forças eliminaram mais de 35 terroristas e detiveram mais de 100 pessoas procuradas", durante uma operação lançada a 21 de janeiro, afirmou o exército de Israel, em comunicado.

O exército israelita referiu ainda que, "durante uma anterior operação, mais de 15 terroristas foram eliminados em ataques aéreos".

Em declarações à agência de notícias France-Presse (AFP), um porta-voz do exército de Israel disse que este balanço total inclui operações desde 14 de janeiro.

De acordo com a agência de notícias EFE, a morte de mais de 50 milicianos por parte do exército israelita foi registada desde o início da sua operação militar há duas semanas contra Jenin (a terceira maior cidade da Cisjordânia), à qual acrescentou Tulcarém e Tubas, no norte da Cisjordânia ocupada.

Explosão de 20 edifícios

Além disso, o exército de Israel fez hoje explodir cerca de 20 casas no campo de refugiados de Jenin, relataram fontes palestinianas, que denunciaram a morte de três menores.

"As forças de segurança continuam a campanha para impedir as atividades terroristas na região norte da Samaria (Cisjordânia)", explicou o exército israelita, num comunicado citado pela EFE, no qual afirma ter detido mais de uma centena de pessoas.

Entre os mortos estão pelo menos três menores, incluindo uma menina de 2 anos atingida por uma bala do exército enquanto jantava com a família em Jenin, segundo o departamento palestiniano de saúde.

Israel iniciou a sua operação "Muro de Ferro" em 21 de janeiro - apenas dois dias após o início do cessar-fogo em Gaza - contra Jenin, bastião histórico da resistência armada e com a presença tanto do Hamas como da Jihad Islâmica, que dias depois se estendeu às cidades de Tulcarém e Tubas, no norte da Cisjordânia.

Imagens veiculadas pelos canais palestinianos mostraram o momento em que, hoje, Israel fez explodir até 20 edifícios no bairro de Al Damj, no campo de Jenin e conhecido por ser um símbolo de resistência durante a Primeira Intifada, em 1987, e pela invasão israelita em abril de 2002.

Segundo os meios de comunicação palestinianos, as forças israelitas transportaram grandes quantidades de explosivos depois de terem obrigado os residentes a sair das suas casas nos dias anteriores.

"Estes crimes crescentes em Jenin exigem uma intensificação da resistência para enfrentar a ocupação criminosa, que pretende eliminar a presença palestiniana. O nosso povo não se renderá à máquina sionista de destruição e devastação", ameaçou hoje o Hamas, em comunicado.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, avisou que o Exército vai manter-se no terreno mesmo após o fim da atual ofensiva.

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