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Rutte descarta "influência imediata" das tarifas dos EUA na NATO

04 abr, 2025 - 13:46 • Lusa

Trump anunciou na quarta-feira a imposição de "tarifas recíprocas" sobre importações.

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O secretário-geral da NATO considerou esta sexta-feira que a aplicação de tarifas por parte dos Estados Unidos da América (EUA) a países que também estão na Aliança Atlântica, e as ações retaliatórias, "não têm influência imediata" na organização.

Questionado sobre a aplicação de tarifas por parte de Washington, por exemplo, à União Europeia (uma vez que 23 países do bloco comunitário também estão na Aliança Atlântica), Mark Rutte disse que "há discussões sobre outros assuntos que não têm influência imediata" nas conversas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

"São questões que devem continuar separadas e não podem interferir com as nossas discussões", insistiu o secretário-geral da NATO, em conferência de imprensa no quartel-general da organização político-militar, em Bruxelas, capital da Bélgica.

Trump anunciou na quarta-feira a imposição de "tarifas recíprocas" sobre importações, incluindo de 25% sobre todos os automóveis estrangeiros.

Para aceder ao mercado norte-americano, os produtos do Japão passam a pagar 24%, os da Índia 26%, de Taiwan 32% e do Vietname 46%.

Ao Reino Unido e Brasil passam a ser aplicados 10%, correspondentes ao aplicado aos produtos norte-americanos, disse ainda Trump.

"Chamamos a isto recíproco simpático", disse Trump, que frisou que "gostaria" de aplicar "reciprocidade total".

Outros países destacados por Trump foram Suíça, Indonésia, Coreia do Sul e África do Sul.

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