Tarifas
UE avança com tarifas contra os EUA, mas retira vinho da lista de produtos sancionados
07 abr, 2025 - 23:40 • Diogo Camilo
Comissão Europeia estima que medidas de retaliação terão um impacto menor que os 26 mil milhões de euros anunciados anteriormente. Maioria das medidas só entrarão em vigor a 16 de maio e outras só começaram a produzir efeitos a 1 de dezembro.
Depois de se mostrar disponível para negociar tarifas zero sobre bens e produtos industriais com os Estados Unidos, a Comissão Europeia anunciou esta segunda-feira as suas primeiras tarifas em forma de retaliação às taxas anunciadas por Donald Trump.
Tendo pela frente tarifas de 25% sobre aço e alumínio e carros importados, além de tarifas de 20% sobre outros produtos, a partir de quarta-feira, a União Europeia anunciou tarifas de 25% em vários produtos norte-americanos, segundo avança a Reuters.
Entre a lista de produtos estava o vinho, o bourbon e os laticínios, mas pressão por parte dos Estados-membros (como França e Itália) levou o executivo europeu a retirá-los, depois de uma ameaça dos EUA de uma contra-tarifa de 200% sobre bebidas alcoólicas da UE.
No entanto, a maioria destas tarifas europeias só entrarão em vigor a 16 de maio e outras só começaram a produzir efeitos a 1 de dezembro. Segundo o comissário do Comércio, Maroš Šefčovič, estas medidas de retaliação terão um impacto menor que os 26 mil milhões de euros (28,4 mil milhões de dólares) anunciados anteriormente.
Durante a tarde, a presidente da Comissão Europeia tinha anunciado a intenção de uma "taxa zero" sobre bens e produtos industriais entre União Europeia e EUA, prometendo estar "pronta" para negociar, mas também "pronta" para "responder com contramedidas e defender os nossos interesses".
A 2 de abril, Donald Trump anunciou o valor das taxas impostas pelos Estados Unidos aos produtos importados de vários países (com diferentes valores), naquilo a que o Presidente norte-americano chamou de Dia da Libertação.
Pouco depois de Ursula von der Leyen falar, a imprensa norte-americana avançava que a administração Trump estava a ponderar fazer uma pausa de 90 dias na imposição de taxas, notícia rapidamente desmentida pela Casa Branca: "Fake news."
- Noticiário das 10h
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