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Médio Oriente

Hamas executa suspeitos de saques enquanto fome alastra em Gaza

05 mai, 2025 - 08:37 • Fábio Monteiro com Reuters

O Hamas executou vários alegados saqueadores na Faixa de Gaza, acusando alguns de colaborarem com Israel, numa altura em que a crise humanitária se agrava e a insegurança aumenta na região.

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O Hamas executou vários alegados saqueadores, na última semana, na Faixa de Gaza, após uma série de ataques de gangues armadas a armazéns de alimentos e cozinhas comunitárias, revelaram fontes próximas do grupo palestiniano à “Reuters”.

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De acordo com responsáveis do Hamas, alguns dos saqueadores estariam a colaborar com Israel, que mantém Gaza bloqueada há dois meses, impedindo a entrada de ajuda humanitária. Israel não comentou estas acusações.

Num dos incidentes mais recentes, o Ministério do Interior, controlado pelo Hamas, informou que um polícia foi morto e outros ficaram feridos depois de um drone israelita ter disparado um míssil contra uma unidade policial que perseguia criminosos em Gaza City.

“Atacaremos com mão de ferro todos estes renegados e tomaremos as medidas necessárias para os deter, custe o que custar. Não permitiremos que continuem a aterrorizar os cidadãos, a ameaçar as suas vidas e a roubar os seus bens”, afirmou o ministério em comunicado.

Ismail Al-Thawabta, diretor do gabinete de comunicação do governo de Gaza, disse que alguns dos saqueadores atuavam sob proteção de clãs locais, enquanto outros integravam grupos organizados, alegadamente com apoio direto de Israel.

O responsável revelou que “várias execuções revolucionárias foram realizadas contra criminosos de topo envolvidos nos saques”.

Face à escalada de violência, residentes e órgãos de comunicação palestinianos relataram que o braço armado do Hamas impôs recolheres obrigatórios a partir das 21h para restringir a circulação de civis e facilitar a perseguição aos criminosos.

A agência SAFA, próxima do Hamas, avançou que o ministério do Interior criou uma nova força de 5.000 membros para enfrentar os saqueadores e as gangues armadas.

No entanto, as operações policiais têm sido dificultadas por ataques de drones israelitas contra qualquer palestiniano armado identificado, o que limita a capacidade de resposta no terreno.

“Essas gangues, algumas armadas, têm aterrorizado as pessoas, não apenas roubando comida, mas também parando pessoas nas estradas e tirando-lhes o dinheiro e os telemóveis”, contou Ahmed à Reuters. “Ajudam a ocupação a fazer-nos passar fome; devem ser tratados como colaboradores”, acrescentou.

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