05 mai, 2025 - 14:59 • Redação
O julgamento de Sean “Diddy” Combs começa esta segunda-feira no Tribunal Federal de Manhattan, em Nova Iorque, com a seleção do júri. O rapper norte-americano terá a oportunidade de contestar as acusações que contra ele foram feitas, mas a sentença poderá ser de prisão perpétua.
Este é um dos julgamentos mais esperados do ano nos Estados Unidos da América. “Diddy”, como é mais conhecido, vai a tribunal um ano e meio depois da ex-namorada de uma década, a cantora de R&B Casandra Ventura, ter instaurado um processo judicial onde o acusa de tráfico sexual, em novembro de 2023.
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Detido há oito meses na prisão de Brooklyn, é alvo de mais de 50 processos civis por crimes sexuais, que Diddy negou, declarando-se inocente. O artista foi acusado por tráfico para fins de exploração sexual, transporte de pessoas para fins de prostituição, rapto, corrupção e violência.
Combs era conhecido por organizar festas luxuosas para a elite cultural nos Hamptons e em Saint-Tropez. Em causa estão alegados eventos conhecidos como “freak offs”, atuações sexuais que envolviam uma grande quantidade de drogas e podiam durar vários dias.
De acordo com a acusação, estes “freak-offs” seriam gravados para, posteriormente, chantagear e intimidar os participantes.
As acusações afetaram de forma significativa a reputação do antigo bilionário, conhecido no hip hop norte-americano.
Espera-se que esta segunda-feira o juiz comece o interrogatório individual aos candidatos a jurados, com o objetivo de formar um painel de 12 jurados e seis suplentes capazes de manter a imparcialidade perante a intensa cobertura mediática do caso.
Muitos dos potenciais jurados já preencheram questionários destinados a identificar quaisquer preconceitos que possam ter sobre o caso.
O júri será anónimo, prática comum em julgamentos de grande visibilidade mediática em que os jurados podem ser ameaçados. Prevê-se que a seleção dos jurados esteja concluída no final desta semana. As alegações iniciais estão agendadas para 12 de maio.
Numa audiência realizada no mês passado, o advogado de defesa de Diddy, Marc Agnifilo, argumentou que as relações foram consensuais e que não há nada de criminoso num estilo de vida descrito como “libertino”.
O veredito do júri tem de ser unânime.
Se for condenado por todas as acusações, Combs enfrenta um mínimo obrigatório de 15 anos de prisão e pode ser condenado a prisão perpétua.