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Roménia. Primeiro-ministro demite-se depois de vitória de candidato da direita radical

05 mai, 2025 - 23:05 • Miguel Marques Ribeiro

George Simon alcançou 40.96% dos votos na primeira volta das eleições presidenciais, enquanto o candidato indicado pela coligação no governo não foi além do terceiro lugar.

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O primeiro-ministro da Roménia demitiu-se esta segunda-feira na sequência dos resultados eleitorais negativos deste fim-de-semana, que deram a vitória por larga margem ao candidato da extrema-direita George Simion na primeira volta das eleições presidenciais.

“Ao invés de deixar que o futuro presidente me substituísse, decidi demitir-me”, afirmou o dirigente do Partido Social-Democrata (PSD), de centro-esquerda, aos jornalistas, no final de uma reunião partidária.

A decisão põe fim à coligação pró-europeia que governava o país desde dezembro, quando a anulação da primeira volta das eleições presidenciais pelo Tribunal Constitucional mergulhou o país de leste numa crise política. Para já, o executivo vai manter-se em funções interinamente até que seja eleita uma nova maioria, o que só acontecerá depois da segunda volta das presidenciais, que se realiza dentro de duas semanas.

"Boomerang" que atinge Bruxelas

A candidatura de George Simon, apoiado pelo seu partido, a Aliança para a União dos Romenos (AUR) e outras forças soberanistas, alcançou 40.96% dos votos, à frente do autarca de Bucareste, Nicusor Dan, e do candidato indicado indicado pela coligação no poder, Crin Antonescu.

Uma vitória de Simion deverá representar uma mudança profunda na política romena, dado o seu alinhamento com uma agenda nacionalista, euro-céptica e que se opõe à continuação do apoio à Ucrânia na guerra com a Rússia.

Analistas citados pelo The Guardian temem ainda que o sucesso de Simion reforce o movimento ultra-conservador europeu, tornando mais difícil de concretizar a estratégia de isolamento já experimentada por Bruxelas em relação à Hungria e Eslováquia, países considerados favoráveis a Moscovo e a políticas anti-democráticas.

Alguns líderes europeus da direita radical já se congratularam com os resultados deste fim-de-semana. Marine Le Pen classificou o voto dos romenos como um “boomerang” que atingiu em cheio a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Simion promete nomear Georgescu como primeiro-ministro

O processo eleitoral romeno foi interrompido em dezembro, depois de o Tribunal Constitucional ter considerado nula a primeira volta das eleições presidenciais, que deu a vitória a Calin Georgescu, alegando que a Rússia tinha levado a cabo uma campanha em grande escala nas redes sociais, e em particular no TikTok, para a promoção desse candidato.

Meses depois, já em março, o tribunal superior do páis decidiu proibir Georgescu de concorrer de novo ao cargo e uma investigação foi aberta acusando-o de falsas declarações financeiras na campanha, uso indevido de tecnologia digital e promoção de grupos fascistas.

A eventual eleição de Simion pode beneficiar Georgescu. Caso vença, o candidato da AUR já prometeu nomeá-lo primeiro-ministro.

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  • Depois
    06 mai, 2025 Não se queixem 08:57
    Ou o Povo Romeno está ansioso por voltar para Moscovo, ou a campanha eleitoral do candidato pró-Ocidente foi miseravel. Esperem pela pancada e depois, não se queixem

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